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Katy da Voz e as Abusadas: voz queer do Grajaú que remixam o futuro

Trio paulistano une funk, pop experimental e eletrônica para transformar a cena LGBTQIA+ com atitude e resistência
Katy da Voz e as Abusadas: voz queer do Grajaú que remixam o futuro

Trio paulistano une funk, pop experimental e eletrônica para transformar a cena LGBTQIA+ com atitude e resistência

No coração da periferia de São Paulo, o trio Katy da Voz e as Abusadas vem conquistando espaço e respeito como uma das vozes mais autênticas e potentes da cena independente LGBTQIA+. Formado por Katy da Voz, Palladino Proibida e Degoncé Rabetão, o grupo mistura funk, pop experimental e eletrônica underground para criar uma linguagem sonora que reflete a diversidade, o humor e a resistência das quebradas paulistanas.

Uma estética que provoca e representa

Desde 2019, quando uniram forças, as Abusadas têm mostrado que a música pode ser uma ferramenta de crítica social e celebração da identidade queer. Com uma estética que brinca com o deboche e a política, elas traduzem o cotidiano das periferias com uma linguagem que é ao mesmo tempo provocativa e acolhedora. Afinal, ocupar espaço nas pistas e na cultura é um ato revolucionário para corpos dissidentes.

Discografia que revela personalidade

O caminho da Katy da Voz e as Abusadas começou com mixtapes como “Cantigas de Amor para se Cantar na Roda” (2021) e “Entrando na Garrafa” (2022), que já evidenciavam o DNA artístico do grupo. Em 2022, o lançamento do álbum “Sacolão das Fave-ladas” consolidou o trio no cenário musical alternativo do Brasil, ganhando destaque pela originalidade e força das letras.

Em 2023, o EP “Prostitutions” ampliou ainda mais o alcance das Abusadas, conquistando mais de 300 mil streams e parcerias com nomes cruciais da cena queer e experimental de São Paulo, como Frimes e SATAN. Essa rede de colaboração fortalece o underground e reafirma a potência dessas artistas.

Reinvenção na era dos remixes

Em 2024, Katy da Voz e as Abusadas lançaram o álbum de remixes “Atormentadas y Remixadas”, um projeto que vai além da pista de dança para repensar a identidade artística do trio. Com produções assinadas por Caio Prince, Clementaum e Rianriot, e visuais impactantes de Gabriel Renné, o álbum mostra como a remixagem pode ser uma forma de resistência e reinvenção.

Logo depois, a continuação “Ainda Mais Atormentadas y Remixadas” trouxe colaborações com artistas como Urias, Cyberkills e Fortunato, criando um diálogo vibrante entre as cenas pop e eletrônica brasileiras, e reforçando o lugar das Abusadas como protagonistas do cenário queer contemporâneo.

Do underground aos grandes palcos

O crescimento do trio não para. Em 2025, Katy da Voz e as Abusadas participam do Halloween da Pabllo, uma das festas mais emblemáticas do pop nacional, que acontecerá em Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo. Com a temática “Alice: Madness”, o evento une artistas que representam a diversidade e a força da cultura LGBTQIA+ no Brasil, e o trio do Grajaú marca presença em todas as edições, levando sua energia única para uma plateia ainda maior.

Por que acompanhar Katy da Voz e as Abusadas?

Mais do que música, Katy da Voz e as Abusadas são um coletivo que mistura criação, resistência e celebração. Elas transformam o cotidiano das periferias queer em arte sonora e visual, com ironia, crítica e muita autenticidade. Representam a revolução que acontece quando corpos marginalizados se assumem protagonistas da cultura, e mostram que o futuro da música brasileira pulsa forte nas mãos e vozes da periferia.

Se você ainda não conhece o trabalho delas, este é o momento perfeito para mergulhar na cena que está remixando o futuro da música queer no Brasil. Katy da Voz e as Abusadas são a prova de que a periferia é potência e que a música pode ser um ato político de amor e liberdade.

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