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King Gizzard e Spotify reagem a AI que imita banda no streaming

King Gizzard e Spotify reagem a AI que imita banda no streaming

Spotify remove músicas geradas por inteligência artificial que copiavam King Gizzard & The Lizard Wizard

O universo da música e da tecnologia vive mais um capítulo tenso com a aparição de uma banda falsa no Spotify que usava inteligência artificial para imitar o King Gizzard & The Lizard Wizard. A plataforma agiu rápido e removeu o conteúdo, reafirmando seu compromisso contra qualquer forma de personificação não autorizada.

O que aconteceu com King Gizzard e a inteligência artificial?

Cinco meses depois que o King Gizzard & The Lizard Wizard retirou toda a sua discografia do Spotify por questões éticas relacionadas a investimentos do CEO da plataforma em tecnologia militar, um grupo chamado King Lizard Wizard surgiu no serviço de streaming. Essa banda artificial lançou faixas que replicavam os títulos e letras originais da banda australiana, causando confusão e revolta entre os fãs.

Os ouvintes descobriram as músicas falsas através da playlist Release Radar e perceberam que o conteúdo era uma cópia quase perfeita, porém gerada por inteligência artificial. O Spotify, ao ser informado, retirou imediatamente as músicas e bloqueou a conta, reforçando que não houve pagamento de royalties para os streams gerados.

Spotify e a luta contra a personificação por IA

Recentemente, o Spotify atualizou sua política de uso de inteligência artificial para proteger os artistas contra o uso não autorizado de suas vozes e identidades. A plataforma deixa claro que a personificação só é permitida com o consentimento do artista original, e tem investido em tecnologias para identificar e remover conteúdos fraudulentos.

Segundo o Spotify, o uso indevido de IA para clonar vozes prejudica a integridade artística e explora a identidade dos criadores. A empresa reforça que a decisão de licenciar ou não a voz para projetos de IA deve ser sempre do artista.

King Gizzard & The Lizard Wizard e sua postura ética

O vocalista da banda, Stu Mackenzie, comentou a situação com ironia e preocupação, mostrando que a questão vai além da simples remoção das faixas: “Estamos realmente em apuros”, disse ele, refletindo sobre os desafios trazidos pela tecnologia.

Em julho, a banda decidiu retirar seu catálogo do Spotify em protesto contra Daniel Ek, CEO da plataforma, que investe em empresas de drones militares com uso de inteligência artificial. Essa decisão reforça o posicionamento ético do grupo, que convida seus fãs a apoiarem a música em outras plataformas que estejam alinhadas com seus valores.

O impacto cultural e social da batalha contra a IA na música

A situação envolvendo King Gizzard & The Lizard Wizard e o Spotify evidencia um debate fundamental sobre a tecnologia e a autenticidade artística. Para a comunidade LGBTQIA+, que valoriza a expressão verdadeira e a representatividade, a proteção da identidade criativa é uma luta constante contra apropriações indevidas e distorções.

Este episódio mostra que, mesmo com os avanços da inteligência artificial, a alma por trás da arte não pode ser replicada sem consentimento e respeito. É um chamado para que plataformas e públicos estejam atentos, apoiando artistas que preservam sua integridade e posicionamento ético em um mundo cada vez mais digital.

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