CEO da BlackRock disse ter “inveja” do sistema criado pelo BC e apontou o país como destaque na economia digital; entenda.
Larry Fink, CEO da BlackRock, colocou o Brasil no centro de uma conversa global sobre finanças digitais nesta segunda-feira, 11 de maio, em Nova York. Durante um evento promovido pela Amcham e pela gestora, o executivo afirmou que tem “inveja” do que o Banco Central fez com o Pix, elogiando a infraestrutura brasileira de pagamentos instantâneos.
O tema entrou nos assuntos mais buscados porque a fala de Fink mexe com dois orgulhos nacionais ao mesmo tempo: a força do Pix no dia a dia e a ideia de que o Brasil pode ter protagonismo na nova economia digital. Quando o principal nome da maior gestora de ativos do mundo destaca o país dessa forma, o mercado presta atenção — e o público brasileiro também.
Por que Larry Fink falou tanto do Brasil?
Segundo Fink, o Brasil está entre os países emergentes mais bem posicionados para aproveitar tendências como digitalização financeira, tokenização de ativos, avanço da inteligência artificial e aumento da demanda global por energia. Na avaliação dele, poucos países conseguiram montar uma infraestrutura digital com adoção tão ampla pela população quanto a brasileira.
Ao citar o Pix, o executivo disse que gostaria de ver algo semelhante nos Estados Unidos. Para ele, o sistema ajudou a formalizar parte da economia, ao reduzir barreiras de acesso, ampliar a rastreabilidade das transações e diminuir espaço para fraude e corrupção. A leitura de Fink é que o Brasil já desenvolveu uma espécie de “mentalidade digital”, o que pode acelerar novas mudanças no sistema financeiro e no mercado de capitais.
Essa visão foi reforçada quando ele comparou Brasil e Índia a outros países. Segundo o CEO da BlackRock, os dois têm vantagem estrutural justamente por já contarem com pagamentos instantâneos amplamente usados e uma base digital consolidada.
O que isso tem a ver com tokenização e inteligência artificial?
Para Larry Fink, a digitalização financeira não para no Pix. O próximo passo, segundo ele, é a tokenização de ativos — processo de representar digitalmente ações, títulos, crédito e até imóveis. Em sua fala, ele afirmou que investidores devem concentrar, no futuro, diferentes tipos de patrimônio em carteiras digitais.
O executivo comparou o momento atual da tokenização aos primeiros anos da internet comercial, sugerindo que ainda estamos no começo de uma transformação mais profunda. Na prática, a aposta é que sistemas financeiros mais digitais possam ampliar acesso, tornar operações mais rápidas e abrir novas oportunidades de investimento ao longo das próximas décadas.
Fink também associou o potencial brasileiro à corrida global por infraestrutura energética impulsionada pela inteligência artificial. Na visão dele, países com recursos naturais abundantes e capacidade competitiva de geração elétrica terão vantagem estratégica. O Brasil apareceu nesse raciocínio como um país com sol, recursos energéticos e mercado interno relevantes para esse novo ciclo.
Brasil e México no radar do capital internacional
Outro ponto que ajudou a impulsionar as buscas por Larry Fink foi sua previsão sobre o destino dos investimentos na América Latina. Segundo ele, Brasil e México devem estar entre os principais receptores de capital internacional nos próximos anos. Fink destacou que o Brasil reúne vantagens em recursos naturais, energia e escala de mercado, embora tenha ponderado que o crescimento sustentável depende também de fortalecer o investimento doméstico.
Nesse contexto, ele defendeu que governos estimulem a passagem de poupadores para investidores, inclusive por meio de aposentadoria privada e estratégias de longo prazo. A avaliação é que depender menos de capital externo pode dar mais estabilidade ao financiamento da economia.
Por que esse debate importa para a comunidade LGBTQ+?
Embora a fala de Fink tenha foco econômico, o tema toca uma discussão muito concreta para a comunidade LGBTQ+. Inclusão financeira, digitalização bancária e acesso simplificado a pagamentos fazem diferença real para grupos historicamente mais vulneráveis a exclusão, informalidade e barreiras institucionais. No Brasil, onde muitas pessoas LGBT ainda enfrentam discriminação no trabalho e renda instável, ferramentas como o Pix ajudaram a ampliar autonomia em pequenos negócios, trabalho autônomo e redes de apoio.
Isso não significa que tecnologia resolva desigualdades sozinha. Mas sistemas financeiros mais acessíveis podem reduzir intermediários, facilitar recebimentos e ampliar participação econômica de quem, por muito tempo, ficou à margem. Quando o Brasil é citado como referência em infraestrutura digital, vale lembrar que inovação também precisa caminhar com inclusão.
Na avaliação da redação do A Capa, o elogio de Larry Fink ao Pix vai além de um afago ao ego brasileiro. Ele sinaliza que políticas públicas de tecnologia, quando bem executadas pelo Estado, podem gerar impacto concreto na vida das pessoas e até virar referência internacional. O desafio, daqui para frente, é garantir que esse avanço digital chegue com equidade — inclusive para populações LGBTQ+, periféricas e historicamente subatendidas pelo sistema financeiro.
Perguntas Frequentes
O que Larry Fink disse sobre o Pix?
Ele afirmou que tem “inveja” do que o Banco Central do Brasil fez ao criar o sistema de pagamentos instantâneos e disse que gostaria de ver algo parecido em seu país.
Por que Larry Fink está em alta no Google Trends?
Porque sua fala elogiando o Pix e destacando o Brasil como potência da economia digital repercutiu fortemente entre investidores, veículos de imprensa e o público brasileiro.
Qual foi a avaliação de Fink sobre o Brasil?
Segundo o CEO da BlackRock, o país está bem posicionado para se beneficiar da digitalização financeira, da tokenização de ativos, da expansão da IA e da demanda global por energia.
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