Após uma década, Lenine lança projeto que celebra a cultura nordestina com música e imagens
Depois de dez anos, o cantor pernambucano Lenine está de volta com um projeto que pulsa a alma do Nordeste. Nesta sexta-feira (28), ele lança seu novo álbum de estúdio, EITA, acompanhado de um filme em média-metragem, que amplia a experiência sonora para o universo visual.
Com uma capa impactante assinada pela artista Luiza Morgado, a linogravura que enfeita o disco traduz a força e a autenticidade do Nordeste, região que Lenine defende com orgulho e paixão. No trabalho, o artista se reinventa como intérprete e diretor, unindo música e imagem para criar uma narrativa única e envolvente.
Um tributo cultural e afetivo
EITA traz 11 faixas inéditas, onde Lenine mistura sua voz com parcerias de peso, como Maria Bethânia e Maria Gadú, produzidas musicalmente por Bruno Giorgi e dirigidas artisticamente pelo próprio cantor. O disco é, antes de tudo, uma homenagem visceral ao Nordeste, um território cultural rico que, segundo Lenine, merece maior reconhecimento e valorização no Brasil.
“O Brasil tem um débito com a região”, afirma o artista, ressaltando a importância de dar voz e visibilidade às raízes nordestinas por meio de sua arte.
Amplificando vozes e emoções
Lenine não só retorna com sua música, mas também com um olhar sensível para a imagem, se colocando diante das câmeras para dar vida às canções que atravessam suas memórias e suas vivências. O filme que acompanha o álbum transforma a audição em uma experiência imersiva, capaz de tocar o coração e a identidade de quem escuta.
Esse lançamento não é apenas um marco na carreira de Lenine, mas um convite para que o público se conecte com as cores, sons e histórias do Nordeste, reverberando a diversidade cultural que alimenta a música brasileira e, por consequência, a alma LGBTQIA+ que tanto celebra a pluralidade e a expressão genuína.
Com EITA, Lenine reafirma seu compromisso com a arte como ferramenta de resistência e celebração, mostrando que o Nordeste é um território fértil para a criatividade e a renovação.
Este retorno marca uma vitória da autenticidade e da representatividade cultural, reforçando a importância de artistas que abraçam suas origens e ampliam narrativas muitas vezes silenciadas.
Na comunidade LGBTQIA+, onde a valorização da identidade e da diversidade é fundamental, o trabalho de Lenine ressoa como um chamado para o orgulho das raízes e a liberdade de expressão. A música e as imagens do álbum EITA reverberam como um abraço acolhedor e poderoso, lembrando que celebrar quem somos e de onde viemos é um ato revolucionário.
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