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Leviticus: horror que denuncia homofobia e extremismo religioso

Filme impactante estreia em junho e revela como o desejo e o ódio se confrontam
Leviticus: horror que denuncia homofobia e extremismo religioso

Filme impactante estreia em junho e revela como o desejo e o ódio se confrontam

O filme Leviticus chega para nos confrontar com uma realidade dolorosa: a força devastadora da homofobia aliada ao extremismo religioso. Nesta obra de horror que estreou no Festival de Sundance 2026, acompanhamos a história de dois jovens, Naim e Ryan, que descobrem seus sentimentos um pelo outro em um ambiente sufocado por uma ideologia cristã extremista.

O diretor e roteirista Adrian Chiarella, conhecido por seu trabalho em séries como “Five Bedrooms” e “Totally Completely Fine”, entrega um filme que vai além do terror convencional. Ele usa a narrativa para explorar como o amor pode ser um ato de resistência em meio à opressão e ao medo. Em Leviticus, um líder religioso tenta submeter os jovens a uma terapia de conversão, mas o resultado é a liberação de uma entidade aterrorizante que usa o desejo de cada um para causar destruição.

Uma trama que mistura desejo e medo

O enredo revela o quanto o preconceito pode ser um monstro tão assustador quanto qualquer criatura sobrenatural. Naim e Ryan precisam lutar para escapar dessa força maligna, que assume a forma da pessoa que cada um mais deseja: eles próprios. Essa metáfora poderosa dá voz à experiência de muitos jovens LGBTQIA+ que enfrentam rejeição e violência em nome da religião.

O filme é protagonizado por Joe Bird e Stacy Clausen, que entregam performances intensas e sensíveis. Bird, que já brilhou no terror “Talk to Me”, e Clausen, vista no recente filme “Thrash” da Netflix, trazem autenticidade à relação dos personagens. O elenco ainda conta com nomes como Mia Wasikowska, Jeremy Blewitt, Ewen Leslie e Davida McKenzie, que enriquecem a narrativa com suas presenças marcantes.

Recepção e impacto cultural

Leviticus foi muito elogiado pela crítica, especialmente pela forma como aborda o tema da homofobia sob a lente do horror. O crítico Gregory Ellwood destacou que Chiarella conseguiu criar um trabalho envolvente e que permanece na mente do espectador, centrando a história em um amor trágico e apaixonante que desafia o ódio e o fanatismo.

A estreia oficial nos cinemas está marcada para 19 de junho, trazendo ao público uma experiência que combina suspense, emoção e reflexão social. Produzido por Samantha Jennings, Kristina Ceyton e Hannah Ngo, o filme promete abrir diálogos importantes sobre os perigos do extremismo religioso e a urgência do respeito à diversidade.

Leviticus é mais que um filme de terror: é um chamado para a empatia e a luta contra o preconceito. Ele mostra que o desejo e o amor, mesmo em ambientes hostis, podem ser forças libertadoras e transformadoras.

Para a comunidade LGBTQIA+, essa obra representa a importância de visibilizar as dores e resistências que permeiam tantas histórias reais. É também um convite para que possamos continuar denunciando as violências travestidas de moralidade, reafirmando nosso direito de existir e amar sem medo.

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