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Lexi Love luta para manter seu nome após disputa por marca registrada

Drag queen do RuPaul’s Drag Race enfrenta batalha legal e tem contas suspensas por conflito de nome com atriz adulta
Lexi Love luta para manter seu nome após disputa por marca registrada

Drag queen do RuPaul’s Drag Race enfrenta batalha legal e tem contas suspensas por conflito de nome com atriz adulta

A icônica drag queen Lexi Love, finalista da 17ª temporada do RuPaul’s Drag Race, está no centro de uma batalha judicial que coloca em xeque o direito de usar o nome artístico que a acompanha há quase uma década. A controvérsia gira em torno de uma reivindicação de marca registrada feita por Selena Scola, uma atriz da indústria adulta, que alega possuir os direitos sobre o nome Lexi Love desde 2004.

O conflito de nomes e suas consequências

Todo o imbróglio começou quando Selena Scola, que também atua profissionalmente como Lexi Love, emitiu uma notificação de cessar uso do nome contra Clair Barnes — nome real da drag queen do Drag Race — em agosto de 2025. A atriz declarou que a utilização do nome por Barnes configuraria uma “infringência não autorizada e não consensual”, prejudicando sua reputação pessoal e profissional, além de criar associações falsas com experiências que não lhe pertencem.

Como resultado imediato, as redes sociais da drag queen foram duramente afetadas: sua conta no Twitter (atual X) foi suspensa, seu perfil no Facebook também saiu do ar, e serviços como Cameo e Spotify removeram seus conteúdos. A situação tem sido devastadora para a artista, que relatou a perda de vários compromissos e shows após receber notificações legais enviadas por Scola a contratantes.

Marcas registradas e direitos em disputa

Embora Selena Scola tenha registrado a marca Lexi Love em 2008, os registros indicam que o direito foi cancelado em 2015. No entanto, Scola afirma que seus direitos de marca de fato nunca deixaram de existir, baseando-se em direitos de marca comuns. Em fevereiro de 2024, ela renovou o pedido de registro da marca, que foi concedido oficialmente em março de 2025, justamente durante a exibição da temporada de Drag Race que conta com Clair Barnes.

Por outro lado, Barnes afirma que usa o nome Lexi Love como drag queen há quase dez anos, especialmente na região metropolitana de Cincinnati, nos Estados Unidos. Ela lamenta a falta de diálogo, já que seu time tentou contato para resolver a questão por meio de um acordo de licenciamento, mas foi ignorado por Scola, que seguiu com ações que parecem mais um ataque do que uma negociação.

Identidades e trajetórias que não se cruzam

A disputa não é apenas sobre direitos legais, mas também sobre identidades e experiências pessoais. Scola ressaltou que não compartilha as vivências narradas por Barnes no programa e em sua carreira, como ser uma pessoa trans, vivendo com HIV, ou ter enfrentado situações de vulnerabilidade social. Para a drag queen, essa diferença reforça o impacto emocional e profissional do uso indevido de seu nome.

O impacto na comunidade LGBTQIA+

Essa situação ecoa um alerta sobre as complexidades da proteção de nomes artísticos e a importância do respeito a trajetórias dentro da comunidade LGBTQIA+. Lexi Love representa muitas pessoas que, além de sua arte, compartilham histórias de superação, saúde e identidade, e ver seu trabalho ameaçado por uma disputa legal tão pública causa apreensão e solidariedade entre fãs e colegas.

A luta de Lexi Love para manter seu nome vai além do direito comercial: é uma batalha pela afirmação de sua existência e representatividade numa indústria que já desafia o padrão e que merece respeito e reconhecimento.

Acompanhe conosco essa história que ainda está sendo escrita e segue inspirando debates fundamentais sobre identidade, arte e justiça para a comunidade LGBTQIA+ no mundo inteiro.

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