Festival carioca celebra diversidade com shows marcantes e encontros inesquecíveis
O Doce Maravilha 2025, festival que celebra a música brasileira, encerrou neste fim de semana no Rio de Janeiro com uma energia vibrante e uma mensagem poderosa de representatividade e diversidade. Durante um mês intenso, o evento destacou o que há de mais autêntico e inovador no cenário musical nacional, dando voz especial ao pop, samba e outras vertentes que fazem a cultura do Brasil pulsar com força.
Liniker: uma coroação no palco do pop
O grande ponto alto da noite de encerramento foi o show de Liniker, que celebrou o aniversário de um ano do aclamado álbum Caju, considerado um dos melhores registros do pop brasileiro recente. Com 30 anos recém-completos, Liniker subiu ao palco acompanhada por convidados especiais como BaianaSystem, Melly, Priscila Senna, Lulu Santos e Pabllo Vittar, em uma festa que reafirmou seu lugar de destaque e influência no pop nacional.
O show foi uma verdadeira celebração da diversidade, identidade e força da artista, que ainda lançou seu novo single Charme para alegria da plateia. A performance de Liniker foi um marco de representatividade, especialmente para o público LGBTQIA+ que vê nela uma voz potente de afirmação e orgulho.
Samba e reencontros com lendas da música
Além do pop de Liniker, o festival homenageou o samba com um trio lendário formado por Martinho da Vila, Alcione e Zeca Pagodinho. Juntos, eles revisitaram clássicos que fizeram história e mostraram o poder do samba como elemento vital da cultura brasileira. A química entre eles foi tão intensa que o público já sonha com uma turnê conjunta desses ícones.
Homenagens e fusões que emocionam
O rapper Delacruz prestou tributo ao legado do cantor Marcinho, misturando rap e funk melody, com a participação emocionante da filha do homenageado, Mareé. Já a banda Biltre revisitou seu disco Bananobikenologia, conectando gerações e preparando terreno para novidades em 2025.
Encontros inesquecíveis e diversidade musical
O festival também contou com momentos especiais como a parceria entre Melly e Rashid, que simbolizou a troca saudável entre diferentes gerações da música brasileira. Nando Reis e Samuel Rosa mostraram sua amizade de décadas com um setlist repleto de hits que encantaram o público. Paulinho Moska e Pretinho da Serrinha celebraram juntos 30 anos de carreira, enquanto Jards Macalé, aos 82 anos, emocionou com a releitura de seu disco seminal de 1972.
O Doce Maravilha 2025 foi muito mais que um festival. Foi um espaço de celebração da pluralidade, da história e do futuro da música brasileira, com destaque para artistas que contribuem para a visibilidade e valorização da comunidade LGBTQIA+. O encerramento reafirmou que a música é uma poderosa ferramenta de inclusão, resistência e expressão cultural.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


