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Madonna rejeita ‘Material Girl’, seu clássico dos anos 80

Madonna rejeita 'Material Girl', seu clássico dos anos 80

Cantora revela incômodo com sucesso que marcou sua carreira e prefere não cantar mais o hit

Madonna, a icônica Rainha do Pop, conquistou o mundo com hits que definiram uma geração, como “Like a Virgin” e “Vogue”. Mas entre suas músicas mais famosas, existe um sucesso que, apesar de ter sido fundamental para o seu auge nos anos 80, acabou se tornando um verdadeiro incômodo para a artista: “Material Girl”.

Lançada em 1984 como parte do álbum “Like a Virgin”, essa faixa rapidamente subiu nas paradas, chegando à segunda posição da Billboard e eternizando a imagem da cantora vestida de rosa choque, homenageando Marilyn Monroe no videoclipe inspirado no clássico “Os Homens Preferem as Loiras” (1953).

O peso de um sucesso mal interpretado

Apesar do brilho e da popularidade, Madonna revelou que a mídia e o público interpretaram erroneamente a mensagem da canção. Ao contrário do que muitos pensam, “Material Girl” tinha um tom irônico e crítico, mostrando uma mulher que recusava diamantes e dinheiro, e não alguém materialista.

Em entrevista ao livro “Madonna: Uma Biografia Íntima”, a cantora lamentou que a ironia da música não tenha sido compreendida, o que a fez sentir-se presa a esse estereótipo. Ela confessou que, mesmo aos 90 anos, ainda seria lembrada como a “Material Girl”, um rótulo que não condiz com sua personalidade.

Distanciamento do hit e novas preferências

Madonna foi ainda mais direta em uma entrevista à revista US Weekly em 2015, declarando que sua música favorita era “Bitch, I’m Madonna”, enquanto “Material Girl” era a que menos gostava e que não queria mais ouvir.

Em declarações à Rolling Stone em 2009, ela explicou que não se identificava com a letra e que, apesar de apreciar a ironia da música, ela não refletia quem ela realmente é: uma pessoa que valoriza o essencial e não se apega ao materialismo.

Ausência nos palcos e legado contraditório

O desconforto com “Material Girl” foi tanto que a cantora retirou a música de seus shows há quase uma década, não incluindo o sucesso nem mesmo na histórica Celebration Tour em Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas.

Mesmo assim, o hit permanece entre os mais lembrados da carreira de Madonna, simbolizando o paradoxo entre o sucesso estrondoso e o desgaste pessoal que ele pode causar.

Para a comunidade LGBTQIA+, que sempre celebrou Madonna como um ícone de autenticidade e rebeldia, essa história mostra que até mesmo as maiores divas enfrentam batalhas internas com sua própria imagem e legado. A trajetória da cantora nos ensina que é possível evoluir e se reinventar, deixando para trás aquilo que não mais representa nossa essência.

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