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Madre denuncia homofobia en orden de protección contra su hija

Madre denuncia homofobia en orden de protección contra su hija

Adolescente de 16 años enfrenta prohibición escolar por orden de violencia doméstica, familia denuncia discriminación LGBTQIA+

Uma mãe está denunciando um caso de homofobia dentro de um processo judicial que envolve sua filha de 16 anos, impedida de frequentar a escola devido a uma ordem de proteção emitida sob a Lei 54 de violência doméstica. O caso, que envolve um relacionamento entre duas adolescentes na mesma instituição de ensino, tem gerado polêmica e questionamentos sobre a aplicação da lei e os direitos da jovem LGBTQIA+.

A adolescente, identificada pelas iniciais MLQ para preservar sua identidade, foi alvo de uma ordem de proteção após denúncia feita pela mãe da outra jovem envolvida na relação. A mãe de MLQ acusa a parte denunciante de motivação homofóbica, alegando que a acusação foi usada para prejudicar a filha por sua orientação sexual. Ela reivindica que sua filha possa retornar às aulas enquanto o caso ainda não foi resolvido.

Impacto da ordem na vida escolar da jovem

A ordem de proteção, emitida pela juíza Rocío Alonso González, proíbe MLQ de retornar às aulas na mesma escola onde a outra adolescente estuda. A escola, segundo a mãe, não ofereceu opção de ensino remoto, limitando-se a fornecer tarefas para serem feitas em casa, o que tem prejudicado o progresso acadêmico da jovem.

Em resposta, um porta-voz da escola esclareceu que disponibiliza metodologias de aprendizado remoto para estudantes que precisam se ausentar, incluindo acesso a professores e planos de aula online. Porém, o tribunal negou um pedido da escola para receber orientações claras sobre o cumprimento da ordem de proteção.

Reclamações sobre procedimentos judiciais

De acordo com a mãe de MLQ, a legislação prevê que, após a emissão de uma ordem de proteção ex parte, deve ser realizada uma audiência em até 20 dias. No entanto, essa audiência sofreu adiamentos e será realizada somente no dia 27 de agosto, o que impediu que o caso fosse resolvido antes do início das aulas.

A mãe também relata que o juiz responsável rejeitou seu pedido para alterar a ordem e permitir a volta da filha à escola. A negativa foi mantida pelo Tribunal de Apelações, que considerou razoável a decisão da instância inferior.

“Minha filha está sofrendo muito, foi humilhada até pela escola, que não quer nem fazer um ajuste para o ensino virtual. Ela é uma excelente estudante e não é justo que fique fora da escola por causa disso. Isso é claramente um caso de homofobia”, afirmou a mãe.

Versão da jovem e acusações de abuso

A adolescente MLQ, através de entrevista, negou todas as acusações de abuso e declarou que o que queria era apenas estar com alguém que a amasse de verdade. Ela afirmou que a suposta vítima declarou ao tribunal que não houve desrespeito ou agressão, e que a ordem de proteção foi motivada pela mãe da outra jovem, que desaprovava a orientação sexual da filha.

A mãe de MLQ também revelou que a parte denunciante teria pressionado a escola para expulsar sua filha e que teria um histórico de situações similares em outras escolas, envolvendo perseguição a menores.

Contexto e direitos LGBTQIA+

Este caso evidencia os desafios enfrentados por jovens LGBTQIA+ em situações de conflito familiar e institucionais. A denúncia de homofobia dentro de processos judiciais levanta a necessidade urgente de maior sensibilidade e respeito aos direitos dessa comunidade, principalmente no ambiente escolar, que deve ser um espaço seguro e inclusivo para todas as identidades.

Enquanto a justiça segue seu curso, a luta pela garantia dos direitos da jovem MLQ segue firme, com sua mãe buscando apoio para que sua filha possa continuar seus estudos sem discriminação e com o respeito que merece como pessoa LGBTQIA+.

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