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Mariana Percovich e o teatro que abraça o monstro interior

Mariana Percovich e o teatro que abraça o monstro interior

Diretora e escritora fala sobre pedagogias teatrais e a identidade artística que liberta

Mariana Percovich, diretora e autora, mergulha nas raízes do teatro uruguaio do século XX ao discutir as pedagogias que moldaram suas gerações. Em seu livro Amar a tu monstruo, ela revela um olhar profundo sobre a formação artística que valoriza o monstro interno, esse ser plural que cada artista carrega e que se manifesta na busca pela identidade própria.

Do rigor conservador à liberdade criativa

Para Mariana, o teatro vive uma tensão entre duas pedagogias históricas: a do Conservatório — marcada pela disciplina rígida, quase militar, que molda corpos e vozes dentro de padrões tradicionais — e a do Creatório — que aposta na autonomia, na experimentação e no florescimento do sujeito como ser múltiplo e singular. Ela defende que o segundo modelo abraça o monstro interno, aquela diferença que nos torna únicos e que deve ser celebrada em vez de reprimida.

“O papel da pedagogia artística é aceitar a diferença, abraçá-la e abrir espaço para que o outro seja quem é”, explica Mariana. Essa perspectiva é especialmente importante para o público LGBTQIA+, que reconhece no teatro um território de expressão e resistência, onde a pluralidade de identidades encontra voz e visibilidade.

O monstro como força criativa e política

Mais do que uma metáfora, o monstro representa para Mariana a potência da incomodidade, da subversão e do questionamento. Em sua experiência como diretora, ela busca provocar no espectador o choque necessário para repensar conceitos e abrir espaços para novas narrativas.

Seu espetáculo mais recente, Fiesta Patria, é um trabalho coletivo que aborda temas delicados como identidade, racismo e as feridas históricas da construção da nação uruguaia. Apresentado no Museu do Cabildo, o espetáculo convida a reflexão sem imposições morais, estimulando o público a sentir, questionar e procurar seus próprios sentidos.

Referências que inspiram a arte monstruosa

Mariana também destaca o impacto de figuras contemporâneas que desafiam os padrões, como a diretora argentina Lola Arias, que transforma o teatro em uma experiência social e política, ou a artista pop Lady Gaga, que ela chama de “a mãe dos monstros” pela capacidade de criar mundos múltiplos que abraçam a diversidade e a diferença.

Para a diretora, o teatro é um espaço vivo que deve se reinventar continuamente, acolhendo as vozes marginalizadas e celebrando a riqueza do estranho e do diferente — exatamente o que faz o monstro ser tão necessário.

Um convite à liberdade artística

Ao contar sua trajetória, Mariana reconhece que sua relação com o monstro interno começou quando percebeu que o teatro não precisava ser apenas um espetáculo rígido, mas podia ser uma experiência de transformação e liberdade. Para ela, o sucesso artístico não está em repetir fórmulas, mas em provocar, desconstruir e abrir caminhos para a expressão genuína de cada pessoa.

Essa visão ressoa especialmente com a comunidade LGBTQIA+, que busca no palco e nas artes um espaço para existir plenamente, para amar suas identidades e para desafiar as normas sociais que muitas vezes tentam silenciar suas vozes.

Mariana Percovich nos lembra que amar o monstro dentro de nós é, acima de tudo, um ato de coragem, resistência e criação — e que o teatro, como arte viva, é o lugar perfeito para essa celebração.

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