Atriz revela desejo por maternidade com afeto e a decisão de congelar óvulos aos 35 anos
Mariana Ximenes celebra seus 45 anos em uma fase de grande equilíbrio pessoal e profissional, vivendo com serenidade sua relação com a maternidade. A atriz, que congelou seus óvulos aos 35 anos, compartilha uma visão profunda e sensível sobre o desejo de ser mãe, enfatizando que esse sonho precisa estar ancorado em um contexto de amor e afeto genuínos.
Um desabafo sincero sobre coragem e escolhas
Em 2019, Mariana já falava abertamente sobre o tema, revelando que talvez nunca tenha tido coragem para dar o passo da maternidade, ou que ainda não tenha encontrado a pessoa certa para construir essa família. “Eu sempre quis ser mãe. E talvez eu nunca tenha tido coragem. Ou porque talvez eu nunca tenha encontrado alguém ou um parceiro certo. E as coisas acontecem quando têm que acontecer”, confessou a atriz, mostrando uma postura honesta e realista que ressoa com muitas mulheres.
Congelamento de óvulos: um respiro frente à pressão social
Aos 35 anos, Mariana tomou a decisão de congelar seus óvulos, um recurso tecnológico que lhe trouxe tranquilidade para deixar o tempo agir no seu ritmo. Em 2024, ela compartilhou essa escolha em um evento em Belo Horizonte, destacando que seu desejo por maternidade é intenso, mas que quer vivê-lo dentro de um pacto de amor, algo que ainda não aconteceu até agora.
Esse procedimento permitiu que ela se libertasse da pressão social e das expectativas externas, reafirmando que a maternidade deve ser um momento de afeto e não uma obrigação biológica.
Maternidade como construção afetiva
Filha e neta de mulheres que vivenciaram a maternidade de forma intensa, Mariana entende que esse processo vai muito além do biológico. Em 2025, ela reforçou essa ideia ao falar sobre sua experiência como madrinha de seis crianças, papel que já a conecta com o instinto materno de cuidado, ainda que de forma não biológica.
Ela enfatiza que o desejo de gestar está presente, mas que espera que esse momento aconteça com muito amor e no tempo certo, sem pressa ou pressões externas.
Um exemplo de autonomia e afeto para a comunidade LGBTQIA+
Mariana Ximenes inspira ao mostrar que a maternidade é um caminho pessoal e que pode ser vivido com autonomia, respeito aos próprios sentimentos e escolhas. Sua história reforça a importância de que o amor e o afeto sejam a base para qualquer decisão sobre construir uma família, mensagem essencial para a comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes enfrenta desafios para afirmar seus desejos e projetos de vida.
Ao dividir sua jornada, Mariana nos convida a refletir sobre a maternidade como uma construção de afeto e coragem, celebrando a liberdade de escolher o momento certo para ser mãe, longe de padrões impostos. Essa narrativa fortalece a ideia de que o tempo do corpo e do coração devem andar juntos, um aprendizado valioso para todas as pessoas que sonham com a maternidade, dentro ou fora de padrões tradicionais.