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Mark Robinson, o ‘Nazista Negro’, acusa republicanos de covardia

Ex-vice-governador da Carolina do Norte reage após escândalo de discursos racistas e homofóbicos
Mark Robinson, o 'Nazista Negro', acusa republicanos de covardia

Ex-vice-governador da Carolina do Norte reage após escândalo de discursos racistas e homofóbicos

Mark Robinson, ex-vice-governador da Carolina do Norte (EUA) e candidato republicano ao governo estadual, voltou a causar polêmica ao acusar membros de seu próprio partido de abandoná-lo em momento de crise. O motivo? Um escândalo envolvendo declarações racistas, pró-nazistas e homofóbicas feitas por ele entre 2008 e 2012, em um site adulto.

O caso veio à tona em 2024, quando uma reportagem da CNN revelou que Robinson se autodenominava “Nazista Negro”, manifestava apoio a Adolf Hitler e à escravidão, usava linguagem ofensiva contra líderes dos direitos civis como Martin Luther King Jr., e expressava opiniões violentas contra pessoas trans e LGBTQIA+, a quem chamava de “demônios sujos” que “estupram mentalmente” crianças.

Além disso, o ex-político admitiu, em seus comentários, ter espiado mulheres em chuveiros e feito declarações controversas sobre pornografia transgênero, mesmo tendo feito campanha baseada em discursos transfóbicos.

Rejeição do partido e negação

Logo após a divulgação do escândalo, Robinson sofreu uma forte rejeição dentro do Partido Republicano. Muitos, incluindo o então candidato presidencial Donald Trump — que antes o comparava a “Martin Luther King em esteroides” — distanciaram-se dele. A equipe de campanha e funcionários do gabinete do vice-governador também deixaram seus cargos em massa.

Em resposta, Robinson acusou seus colegas republicanos de “covardia” e “desprezíveis” por terem o abandonado diante das revelações. Ele alegou que as acusações eram “mentiras sensacionalistas” fabricadas por uma campanha milionária de inteligência artificial contra ele.

Histórico de discursos de ódio

Antes do escândalo, Robinson já era conhecido por sua postura agressivamente anti-LGBTQIA+. Ele chamava a homossexualidade de “pecado abominável”, comparava pessoas LGBTQIA+ a “esterco de vaca” e afirmava que pessoas trans deveriam defecar em vias públicas em vez de usarem banheiros de acordo com sua identidade de gênero.

Também fez comentários racistas e antissemitas, negou o Holocausto e afirmou que abortos são para mulheres que “não conseguem manter suas saias abaixadas”.

Derrota eleitoral

O escândalo influenciou diretamente a campanha para governador de Robinson, que acabou derrotado nas eleições de novembro de 2024.

Esse episódio reforça o alerta para o perigo que candidatos com discursos de ódio representam para as comunidades LGBTQIA+ e os direitos civis, e como o silêncio ou conivência de partidos políticos pode agravar ainda mais essas ameaças.

Para a comunidade LGBTQIA+, acompanhar esses desdobramentos é fundamental para compreender os desafios atuais e continuar lutando por respeito, dignidade e justiça.

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