Ortopedista pega 6 anos de prisão por cobrar pacientes da rede pública para acelerar cirurgias no Paraná
O médico ortopedista Adilson Cleto Bier foi condenado a seis anos de prisão por cobrar dinheiro de pacientes que aguardavam cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão da Justiça do Paraná revela um grave esquema em que o profissional aceitava pagamentos em dinheiro em seu consultório particular para acelerar procedimentos que deveriam ser feitos gratuitamente na rede pública.
Entre 2014 e 2015, Bier teria cometido o crime em sete ocasiões, segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR). Além da condenação criminal, ele também foi responsabilizado por improbidade administrativa, com determinação para devolver R$ 53.786,82 cobrados indevidamente e sofrer sanções como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos, multa civil e proibição de contratar com o poder público.
Contexto da condenação e punições
A sentença judicial ainda prevê o pagamento de 27 dias-multa, correspondentes a 27 salários mínimos na época dos fatos, com valores corrigidos. Após o trânsito em julgado, Bier perderá a função pública exercida junto ao SUS e será descredenciado do sistema. O médico ainda pode recorrer da decisão.
Este não é o primeiro caso envolvendo Bier. Em 2015, ele já havia sido preso em flagrante durante uma operação do Ministério Público em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por corrupção em esquema semelhante de cobrança ilegal para burlar a fila do SUS.
Impacto para os pacientes e a saúde pública
O crime praticado pelo médico não só violou a ética profissional, mas também prejudicou diretamente pacientes que dependem do SUS para atendimento. Cobrar para acelerar cirurgias ortopédicas fere o princípio da universalidade do sistema público de saúde e aprofunda desigualdades no acesso a procedimentos essenciais.
Essa prática desumana e ilegal reforça a urgência de mecanismos de fiscalização mais rigorosos e transparência no atendimento público. O caso serve como alerta para que a comunidade esteja atenta e denuncie abusos que possam comprometer o direito à saúde.
O episódio traz à tona um debate importante sobre o respeito aos direitos dos pacientes e a necessidade de combater privilégios e corrupção na saúde pública, temas que impactam profundamente a vida de milhares de pessoas, incluindo membros da comunidade LGBTQIA+, que frequentemente enfrentam barreiras adicionais no acesso a serviços de saúde.
É fundamental que o combate a essas práticas criminosas se fortaleça para garantir que o SUS cumpra seu papel de forma justa e igualitária. A responsabilização de profissionais que violam a confiança dos pacientes é um passo importante para restaurar a credibilidade do sistema e assegurar que todos tenham acesso digno e sem discriminação aos cuidados médicos.
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