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Memorial LGBTQIA+ proposto para vítimas da homofobia na Austrália Ocidental

Sisters of Perpetual Indulgence querem homenagear jovens punidos por homofobia em 1727 com monumento em Perth
Memorial LGBTQIA+ proposto para vítimas da homofobia na Austrália Ocidental

Sisters of Perpetual Indulgence querem homenagear jovens punidos por homofobia em 1727 com monumento em Perth

Um grupo ativista da comunidade LGBTQIA+, as Sisters of Perpetual Indulgence, está propondo a criação de um memorial impactante para lembrar a história trágica de dois jovens marinheiros punidos por homofobia na Austrália Ocidental, em 1727. Adriaan Spoor e Pieter Engelse foram abandonados e deixados para morrer em ilhas remotas após serem acusados de um “pecado horrível”, considerado na época uma transgressão grave, refletindo o preconceito que ainda hoje luta por ser superado.

Um capítulo sombrio da história LGBTQIA+ na Austrália

Os dois jovens, com idades entre 16 e 22 anos, pertenciam à tripulação do navio holandês Zeewijk, naufragado na costa oeste australiana. Após o desastre, eles foram acusados pelo capitão de um ato condenado pela moral da época, e mesmo sob tortura, negaram as acusações. Como punição cruel e injusta, foram exilados em ilhas isoladas sem suprimentos, onde morreram, pois não sabiam nadar.

Este episódio marca o primeiro registro de homofobia na Austrália e simboliza o sofrimento de muitas pessoas LGBTQIA+ ao longo da história. As Sisters of Perpetual Indulgence querem que essa memória seja honrada com um monumento que também represente a luta contra a homofobia em toda a região.

O memorial e sua importância para a comunidade

A proposta do memorial inclui uma escultura em bronze, com um design art déco, incorporando símbolos de Western Australia, como o cisne negro. Inicialmente, a ideia era representar os dois jovens, mas o projeto foi ampliado para incluir cinco figuras, representando a diversidade da comunidade LGBTQIA+, incluindo lésbicas, pessoas trans e outras identidades da bandeira arco-íris.

Mother Gretta, líder do grupo, destacou que o memorial deve ser um projeto autêntico, liderado pela comunidade e em local de destaque, como Elizabeth Quay, para evitar que o símbolo fique esquecido ou relegado a espaços isolados, como já aconteceu com o Memorial da AIDS em Perth.

Além disso, a criação do memorial respeitará a interpretação artística, já que não existem registros visuais dos jovens, e será fundamental a participação ativa da comunidade LGBTQIA+ e dos povos indígenas locais em todo o processo.

Conexão internacional e futuro do projeto

O grupo espera que o monumento seja inaugurado em 2030, quando Perth pode sediar os Gay Games, aproximando ainda mais a comunidade local e internacional. Uma ideia audaciosa até prevê o envolvimento da realeza dos Países Baixos, na esperança de uma cerimônia oficial com a presença do rei Willem-Alexander e da rainha Máxima.

Este memorial, além de resgatar a memória de Adriaan Spoor e Pieter Engelse, será um marco da resistência contra a homofobia, celebrando a diversidade e a dignidade da comunidade LGBTQIA+ na Austrália Ocidental e inspirando gerações futuras a lutar por um mundo mais justo e acolhedor.

Memoriais LGBTQIA+ pelo mundo

Esta iniciativa se soma a outras homenagens globais que lembram as vítimas da homofobia e da intolerância, como os memoriais em Berlim, Sydney, Manly (Sydney), Manchester e Paris. Cada um destes espaços carrega a importância de manter viva a história da comunidade LGBTQIA+, combatendo o apagamento e valorizando a luta por direitos e respeito.

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