Adolescente de 17 anos é vítima fatal de violência LGBTQIAfóbica na zona leste de Manaus
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, emitiu uma nota oficial de pesar e solidariedade à família e à comunidade do adolescente Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, brutalmente assassinado em um ataque homofóbico na zona leste de Manaus.
Fernando foi espancado após questionar os agressores que o chamavam de “viadinho”. Conhecido por sua tranquilidade e dedicação aos estudos, o jovem saiu para comprar leite quando foi surpreendido pela violência no bairro Gilberto Mestrinho.
O episódio aconteceu na última quarta-feira, e imagens que viralizaram nas redes sociais mostram Fernando inconsciente na calçada, enquanto pessoas tentavam socorrê-lo. Ele foi encaminhado ao Hospital João Lúcio, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no sábado.
O crime e o combate à LGBTQIAfobia
O MDHC classificou o assassinato como uma grave violação dos direitos humanos fundamentais, destacando que se trata de homicídio qualificado por motivo torpe e crime de LGBTQIAfobia — crime reconhecido como forma de racismo pelo Supremo Tribunal Federal desde 2019.
Na nota, o Ministério reafirma o compromisso com a defesa da vida e dos direitos das pessoas LGBTQIA+, ressaltando a importância do enfrentamento rigoroso a toda forma de violência motivada por ódio, preconceito e discriminação.
Compromisso com a justiça e a memória de Fernando
O Ministério dos Direitos Humanos se colocou à disposição para acompanhar o caso e informou que já está atuando junto à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos para garantir os encaminhamentos necessários. A nota reforça que Fernando Vilaça da Silva não será esquecido e que o combate à violência LGBTQIAfóbica deve ser prioridade, com políticas públicas estruturantes e rigorosas.
Este triste episódio em Manaus revela a urgência de fortalecer a luta contra o preconceito e a intolerância. A comunidade LGBTQIA+ merece respeito, proteção e justiça, e cabe a toda sociedade unir forças para garantir um futuro onde nenhuma pessoa precise temer pela sua vida por sua identidade ou orientação.
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