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míssil no Irã vira símbolo de afeto e guerra

míssil no Irã vira símbolo de afeto e guerra

Outdoor flagrado por Caco Barcellos em Teerã resume o clima do conflito entre luto, nacionalismo e bombardeios. Entenda.

Míssil virou assunto em alta no Brasil nesta segunda-feira (13) após a repercussão de uma reportagem do Fantástico gravada em Teerã, no Irã, durante a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o regime iraniano. No centro da atenção está a imagem registrada por Caco Barcellos: um outdoor que associa um gesto de carinho a um foguete, sintetizando como patriotismo, medo e destruição passaram a conviver no cotidiano iraniano.

A reportagem mostrou uma entrada rara de jornalistas estrangeiros no país. Segundo o material exibido pela TV Globo, Caco Barcellos e Thiago Jock conseguiram autorização para cruzar a fronteira após duas horas de checagem, algo que outras equipes internacionais ainda tentavam sem sucesso. De acordo com o relato, apenas três equipes estrangeiras estavam no Irã naquele momento: uma brasileira, uma russa e uma britânica.

Por que a palavra míssil disparou nas buscas?

O interesse cresceu porque a cobertura brasileira trouxe uma cena muito forte e incomum: em vez de o míssil aparecer apenas como arma de destruição, ele surge também como peça de propaganda patriótica. A imagem chamou atenção justamente pelo contraste. Enquanto bombas seguem atingindo áreas civis, hospitais, universidades e obras de infraestrutura, a comunicação oficial e as manifestações de rua tentam transformar o armamento em emblema de resistência nacional.

Esse contraste foi descrito na própria reportagem. Em Teerã, a equipe acompanhou funerais de militares mortos e visitou regiões devastadas. Em uma das áreas residenciais mostradas, um único ataque destruiu casas e deixou 25 mortos. Em outro ponto, uma ponte em construção foi atingida duas vezes; no segundo bombardeio, oito trabalhadores morreram e 95 ficaram feridos. Entre as vítimas estava Leila Maquelli, que havia ido levar almoço aos irmãos operários e não resistiu após ser ferida.

Também houve registros de ataques a serviços de saúde. Profissionais locais afirmaram que mais de 300 unidades foram afetadas durante o conflito, incluindo 18 instalações do Crescente Vermelho. A Organização Mundial da Saúde confirmou ao menos 23 ataques a centros de saúde. Em protesto, médicos denunciaram que infraestruturas médicas não podem ser bombardeadas.

Como está a vida em Teerã em meio aos bombardeios?

Apesar do cenário de guerra, a rotina não desapareceu por completo. A equipe brasileira mostrou famílias fazendo piqueniques, jovens reunidos em espaços públicos e manifestações noturnas contra Estados Unidos e Israel. Em uma delas, moradores ofereceram chá e doces aos participantes, numa tentativa de manter laços comunitários mesmo sob ameaça constante.

Segundo Caco Barcellos, o aspecto mais impressionante do conflito é o caráter quase invisível do perigo. A ameaça vem do alto, sem aviso claro, e muitas vezes sem que se ouça o som das aeronaves. A população, de acordo com a reportagem, segue nas ruas mesmo sem abrigos preparados para novos ataques.

O governo iraniano informou que mais de 3 mil pessoas morreram desde o início da guerra. A reportagem também afirmou que o líder supremo Ali Khamenei morreu no primeiro dia dos ataques, junto com a neta, e que seu filho Mojtaba foi escolhido como novo líder. Em parques da capital, memoriais improvisados passaram a homenagear vítimas, especialmente crianças.

O que a cobertura revelou sobre o regime iraniano?

Além dos efeitos imediatos da guerra, a reportagem ressaltou o controle do regime sobre a sociedade e a dificuldade de ouvir vozes dissidentes. Tentativas de entrevistar opositores não avançaram. O contexto político já era tenso antes da escalada militar: protestos contra a crise econômica haviam sido reprimidos no início do ano, e três opositores foram enforcados no mês passado, entre eles um atleta da luta olímpica.

Em entrevista à equipe, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, reagiu às críticas internacionais dizendo que o país é alvo de uma campanha de demonização há décadas. Ao mesmo tempo, autoridades ocidentais seguem acusando o Irã de desenvolver armas atômicas, o que o governo iraniano nega, afirmando que seu programa nuclear tem fins energéticos.

Na última noite da equipe no país, havia expectativa após um ultimato de Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz. Horas depois, já no retorno dos jornalistas ao Brasil, foi anunciado um cessar-fogo e o início de negociações para encerrar o conflito.

Na avaliação da redação do A Capa, a imagem do míssil tratado como símbolo afetivo ajuda a entender por que essa cobertura mobilizou tanto o público brasileiro: ela escancara como a guerra também disputa emoções, linguagem e memória. Para a comunidade LGBTQ+, esse tipo de leitura importa porque conflitos armados e regimes autoritários costumam atingir com ainda mais força grupos já vulnerabilizados, inclusive dissidentes de gênero e sexualidade, mesmo quando essas vivências não aparecem diretamente na reportagem. Olhar para o Irã hoje é também lembrar que direitos humanos não podem ser relativizados em nome de patriotismo ou propaganda de guerra.

Perguntas Frequentes

Por que míssil está em alta no Google Trends?

Porque a palavra ganhou grande repercussão após a reportagem do Fantástico sobre o Irã, especialmente pela imagem de um outdoor associando afeto e patriotismo a um míssil.

O que Caco Barcellos mostrou no Irã?

Ele e o repórter Thiago Jock registraram funerais, áreas destruídas, hospitais afetados, manifestações de rua e o cotidiano de Teerã em meio à guerra.

Houve cessar-fogo no conflito?

Segundo a reportagem exibida no domingo (12), um cessar-fogo foi anunciado quando os jornalistas já retornavam ao Brasil, junto com o início de negociações.


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