De Salvador para o mundo: Iasmin Reis inspira jovens LGBTQIA+ com sua trajetória na moda
Da periferia de Salvador, no bairro de Pirajá, para as passarelas de Nova York, a jovem modelo baiana Iasmin Reis, de apenas 19 anos, vem escrevendo uma história de resistência, talento e representatividade no universo da moda. Com um currículo que inclui marcas de luxo como Dolce & Gabbana, Ralph Lauren, Marc Jacobs e Chanel, Iasmin é a prova viva de que sonhos, quando aliados ao apoio e à força interior, podem ultrapassar fronteiras e padrões.
O início de uma jornada de superação
Quando começou a sonhar em ser modelo, Iasmin enfrentou dificuldades comuns a muitos jovens periféricos: falta de oportunidades e desânimo diante dos obstáculos. Apesar das tentativas frustradas em escolas de Salvador, ela nunca perdeu a confiança. O incentivo da família foi fundamental para que ela seguisse em frente, mesmo quando parecia distante viver o glamour das passarelas internacionais.
Foi por meio das redes sociais que uma agência descobriu o potencial de Iasmin, convidando-a para uma avaliação que mudaria sua vida. Desde então, a jovem baiana não parou mais de crescer no mundo da moda, conquistando espaço em um cenário global.
Conexão com suas raízes e representatividade
Um dos momentos marcantes na carreira de Iasmin foi seu desfile para a marca baiana Dendezeiro, que valoriza corpos diversos e promove a quebra de padrões de beleza. Essa experiência foi essencial para que ela entendesse seu lugar no mundo e a importância de representar sua identidade cultural e religiosa, como o axé, presente em sua vida.
Além disso, a modelo já foi comparada diversas vezes à cantora Rihanna, referência global para muitas pessoas LGBTQIA+, especialmente negras e periféricas, o que reforça a identificação e inspiração que Iasmin representa para sua comunidade.
Desafios da carreira e saúde mental
Mudar para um país estrangeiro tão jovem traz seus desafios. A barreira da língua e as diferenças culturais tornam a trajetória ainda mais complexa. Para manter o equilíbrio, Iasmin conta com o apoio da família e amigos, sempre conectados por videochamadas e mensagens que amenizam a saudade.
Ela também destaca a importância da saúde mental, revelando que já pensou em desistir devido à instabilidade da profissão, mas encontrou na terapia uma aliada indispensável. A mãe de Iasmin, preocupada com seu bem-estar, insistiu que ela buscasse acompanhamento psicológico antes da primeira viagem internacional, um gesto que hoje a jovem valoriza profundamente.
Para cuidar de si, a modelo também cultiva hobbies como ler e tocar instrumentos musicais, práticas que ajudam a manter o equilíbrio emocional e a criatividade.
Rotina intensa e conquistas que inspiram
A rotina de modelo é exaustiva: jornadas que podem começar às 3h da manhã e se estender até às 23h exigem disciplina, alimentação balanceada, hidratação constante e sono de qualidade. Apesar do cansaço, Iasmin mantém a motivação ao pensar no orgulho dos pais, que sempre apoiaram seus passos.
Ela se tornou uma inspiração para muitas jovens de Pirajá e outras periferias, especialmente para meninas e pessoas LGBTQIA+ que sonham em ocupar espaços na moda e em outras áreas tradicionalmente excludentes. Iasmin faz questão de interagir com seus seguidores, incentivando-os a valorizar os estudos e aprender novos idiomas como ferramentas para alcançar seus objetivos.
Com os olhos no futuro, Iasmin sonha em desfilar para a Versace e protagonizar campanhas de grandes grifes, mostrando que a representatividade negra e periférica pode e deve brilhar nos palcos do mundo.
Essa trajetória da modelo baiana é um lembrete poderoso de que a moda pode ser um espaço de resistência e afirmação para a comunidade LGBTQIA+. A visibilidade de Iasmin abre portas para discussões sobre diversidade, inclusão e o valor de narrativas que fogem do padrão, fortalecendo a autoestima e a identidade de quem muitas vezes se vê à margem.
Ao compartilhar sua jornada, Iasmin não apenas inspira, mas também constrói pontes para que outras vozes sejam ouvidas e celebradas. É um convite para que a moda seja mais do que estilo: seja um manifesto de amor-próprio, coragem e transformação social.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


