Figura controversa do futebol e da política paulista falece deixando legado marcado por escândalos e polêmicas
Faleceu na madrugada deste domingo, aos 93 anos, José Maria Marin, ex-governador de São Paulo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e empresário do rádio. Reconhecido por sua influência no cenário político e esportivo, Marin deixou uma trajetória polêmica que atravessou décadas e impactou profundamente o futebol brasileiro.
Antes de se tornar uma figura nacional no futebol, Marin teve uma carreira política sólida: foi vice-governador de São Paulo entre 1979 e 1982 e assumiu o governo do estado em 1982, em um período marcado por transição e ausência de eleições diretas. Na CBF, presidiu a entidade entre 2012 e 2015, um período que ficou marcado por denúncias e escândalos que abalaram a credibilidade do futebol no país.
O lado sombrio da gestão no futebol
Em 2015, Marin foi preso na Suíça sob acusações de envolvimento em um esquema de corrupção internacional ligado à Fifa. Posteriormente, foi condenado nos Estados Unidos por crimes como lavagem de dinheiro e fraude bancária, o que resultou em seu banimento do futebol pela Fifa em 2019. Após cumprir pena, retornou ao Brasil em 2020, mantendo-se afastado da vida pública.
Além dos processos judiciais, Marin ficou marcado por episódios emblemáticos que entraram para a memória do futebol brasileiro, como a cena em que guardou uma medalha no bolso durante a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, deixando um jogador campeão sem receber seu prêmio, gesto que simbolizou um certo distanciamento e desrespeito para com os jovens atletas.
Legado e despedida
José Maria Marin também teve grande influência no campo da radiodifusão, sendo proprietário da Rádio Difusora de Jundiaí e atuando em outras emissoras, como a Rádio Record. Sua morte foi confirmada pela assessoria da CBF, que não divulgou a causa.
Marin deixa esposa, um filho e dois netos. O velório acontecerá na tarde deste domingo na Funeral Home, localizada no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Seu falecimento marca o fim de uma era polêmica e controversa que misturou poder político, futebol e negócios no Brasil.
Para o público LGBTQIA+ e todos que amam o futebol, a história de Marin é um lembrete da importância da transparência, do respeito e da luta constante contra as injustiças e abusos dentro e fora dos gramados. Que possamos celebrar um futebol mais justo e inclusivo, aprendendo com o passado para construir um futuro melhor para todas as torcidas e para toda a diversidade que compõe nossa torcida brasileira.
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