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Mulher trans assassinada em BH: crime motivado por transfobia e R$ 22

Alice foi brutalmente espancada após sair sem pagar conta em bar; suspeitos seguem soltos em Belo Horizonte
Mulher trans assassinada em BH: crime motivado por transfobia e R$ 22

Alice foi brutalmente espancada após sair sem pagar conta em bar; suspeitos seguem soltos em Belo Horizonte

O assassinato brutal de Alice Martins Alves, mulher trans de 33 anos, em Belo Horizonte, expõe mais uma vez a violência transfóbica que assola o Brasil, país que lidera o triste ranking mundial de mortes de pessoas trans. A Polícia Civil de Minas Gerais identificou dois suspeitos, funcionários do bar Rei do Pastel, na região da Savassi, que teriam espancado Alice até a morte motivados por transfobia e pelo fato dela ter saído do estabelecimento sem pagar uma conta de apenas R$ 22.

Segundo relatos obtidos nas investigações, os dois homens perseguiram Alice após a saída do bar e a agrediram de forma violenta. Um áudio de um funcionário não identificado do local confirma que a agressão foi intensa e que os suspeitos não estavam trabalhando no dia seguinte. Apesar da qualificação dos suspeitos, eles não foram presos por já ter expirado o prazo para flagrante, e seguem em liberdade enquanto medidas cautelares são solicitadas.

Denúncias anteriores e contexto da violência

O caso ganhou ainda mais peso ao ser revelado que Alice já havia denunciado, três meses antes do crime, o comportamento agressivo de um dos funcionários do Rei do Pastel. Em uma avaliação negativa publicada no Google, ela relatou quase ter sido agredida no mesmo local, descrevendo o ambiente como “pesado” e os atendentes como “duvidosos”. Essa denúncia pública revela um padrão de hostilidade e transfobia que antecedeu a tragédia.

Advogados da família afirmam que não haverá descanso enquanto todos os envolvidos, direta ou indiretamente, não responderem por seus atos, reforçando que a morte de Alice não será esquecida nem silenciada.

O impacto na família e na comunidade

O depoimento emocionado do pai de Alice trouxe à tona o sentimento de dor e impotência que permeia a comunidade LGBTQIA+ diante de crimes como esse. Ele relatou que a filha temia sair de casa, mas que tentou encorajá-la a viver apesar do medo. A brutalidade da agressão — que resultou em fraturas no nariz, costelas e hematomas por todo o corpo — choca e questiona a sociedade sobre o direito básico de pessoas trans viverem em paz e segurança.

Posicionamento do bar Rei do Pastel

Em nota oficial, o bar Rei do Pastel afirmou que está colaborando com as autoridades e reforçou seu posicionamento contra qualquer forma de discriminação, incluindo identidade de gênero e orientação sexual. Apesar disso, não esclareceu qual a relação com os suspeitos apontados pela polícia, o que deixa um clima de incerteza e exige uma apuração rigorosa para que justiça seja feita.

A morte de Alice Martins Alves é mais um capítulo doloroso da transfobia estrutural que permeia o Brasil. Ela não foi apenas vítima de um crime, mas de um sistema que ainda falha em proteger pessoas trans, especialmente em espaços públicos e comerciais.

Essa tragédia evidencia a urgência de políticas públicas efetivas, educação antidiscriminatória e o fortalecimento das redes de apoio para a população LGBTQIA+. É fundamental que a sociedade se mobilize para que casos como o de Alice não se repitam, e que a vida trans seja valorizada e respeitada em todas as esferas.

Ao compartilhar essa história, reafirmamos nosso compromisso com a luta contra a transfobia e pela visibilidade das pessoas trans. É preciso ouvir seus gritos de resistência e transformar a dor em força para a construção de um mundo mais justo e acolhedor.

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