Ativista do Circolo Pink recebe multa por pintura simbólica; comunidade reage com autodefesa e união
Em Verona, Itália, um episódio recente envolvendo o ativista Giovanni Zardini, membro do Circolo Pink e da Rete Verona Rainbow, reacende os debates sobre visibilidade e respeito à comunidade LGBTQIA+. Zardini recebeu uma multa no valor de 58,95 euros após participar da pintura da “Rotonda Arcobaleno” (Rotatória Arco-íris) em Quinzano, ação simbólica que buscava colorir o espaço urbano com as cores do orgulho.
O evento, ocorrido no dia 3 de julho durante o festival Paratod@s, contou com a participação coletiva de diversos cidadãos, inclusive famílias, que decoraram o cordão de uma rotatória com tinta lavável, transformando um espaço degradado em uma vibrante manifestação de afeto e inclusão. A iniciativa, batizada de “Rainbow Street”, foi descrita por seus organizadores como pacífica e compartilhada, trazendo um toque de esperança e cor a uma área esquecida.
Contudo, a Direção da Polícia Local e Proteção Civil do município interpretou a ação como um dano ao patrimônio público, classificando-a como “danneggiamento opere stradali” (dano a obras viárias). Assim, a multa foi aplicada exclusivamente a Giovanni Zardini, gerando surpresa e indignação na Rete Verona Rainbow, que considera o ato um gesto coletivo e não individual.
Reação da comunidade LGBTQIA+
Em resposta à sanção, o Circolo Pink e a rede de ativistas lançaram uma declaração pública carregada de emoção e solidariedade. Eles afirmam que a rotatória estava em estado precário e que a pintura com tinta lavável seria removida com a próxima chuva, tornando a multa ainda mais controversa. Além disso, destacam que a intervenção resultou em uma recuperação do espaço, já que o local foi pintado de amarelo posteriormente, sem que houvesse sequer um agradecimento pelo cuidado demonstrado.
Com uma atitude de resistência e união, os ativistas declaram: “A multa chegou só para o Gianni, mas a obra é de todos nós e nos autodenunciamos. No dia 3 de julho colocamos nossos rostos e corpos, hoje colocamos nomes e sobrenomes”. Essa autodefesa coletiva manifesta a força e a coragem da comunidade LGBTQIA+ de Verona, que não se intimida diante de medidas que tentam silenciar suas expressões.
Posicionamento oficial e repercussões
O município de Verona, por sua vez, alegou que a ação da polícia local foi motivada por denúncias de cidadãos e que se limitou a aplicar o Código de Trânsito vigente, negando qualquer intenção discriminatória contra a comunidade LGBTQIA+. Ressaltou também as diversas iniciativas já realizadas em colaboração com associações locais, reafirmando um compromisso institucional com a inclusão.
Apesar disso, o episódio destaca as tensões existentes entre a luta por visibilidade e as burocracias que muitas vezes dificultam as manifestações simbólicas das identidades LGBTQIA+. A “Rotonda Arcobaleno” se tornou, assim, um símbolo da resistência e da busca por reconhecimento em espaços públicos, mostrando que o ativismo não se apaga com multas ou proibições.
Este caso em Verona, Itália, serve como um lembrete poderoso para todas as comunidades LGBTQIA+ sobre a importância de manter a união e continuar colorindo o mundo com orgulho, mesmo diante de adversidades. A força do coletivo é a maior arma contra qualquer tentativa de apagamento.
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