Cantor carioca fala sobre trajetória, perda do irmão, memórias e representatividade do funk no Brasil
Com 25 anos de estrada, Naldo Benny segue firme como um dos precursores do funk pop no Brasil. O cantor carioca de 46 anos, que estourou na década passada com sucessos como “Amor de Chocolate” e “Meu Corpo Quer Você”, prepara para o fim do ano o lançamento de um novo disco que promete renovar seu som e seu público. O álbum Bora Pro Baile traz faixas como “Me Devora”, “Eu Quero Você Morango do Amor” e “Noite de Prazer”, consolidando a mistura de funk, pop e pagode que o artista vem explorando.
Uma carreira marcada pela superação e inovação
Naldo iniciou sua trajetória musical em 1999, ao lado do irmão Lula, que infelizmente foi assassinado em 2008. Essa perda profunda foi um divisor de águas para o cantor, que quase desistiu, mas encontrou forças para seguir em frente e realizar o sonho dos dois. “Eu tinha que seguir em frente por mim e por ele. Foi o principal combustível, a realização do nosso sonho”, conta o artista, emocionado.
Após essa tragédia, Naldo reformulou sua performance, incorporando dançarinos b-boys e uma banda ao vivo, criando shows vibrantes, cheios de luzes e coreografias que marcaram época e elevaram o funk para um novo patamar. Inspirado por artistas internacionais como Usher e Chris Brown, o carioca trouxe para o Brasil uma sonoridade e um espetáculo até então inéditos na cena do funk.
Funk pop e a luta por reconhecimento
Apesar do sucesso, o funk ainda enfrenta marginalização, especialmente em seus aspectos mais populares e sociais. Naldo destaca a importância de reconhecer as diferentes vertentes do gênero e lamenta a falta de apoio e respeito que o movimento recebe, citando episódios como a ausência de infraestrutura adequada em eventos importantes, mesmo quando o funk é celebrado.
“Eu escolhi o lado do entretenimento, levar amor e alegria, e consegui botar o funk em outro nível. Mas ainda há um espaço menor para o gênero em grandes políticas culturais, como a Lei Rouanet”, afirma. Para ele, o funk merece mais do que ser visto apenas como um ritmo de favela: é um motor de empregos e cultura para o país.
Entre memes, memórias e demandas por espaço
Nos últimos anos, Naldo também se viu no centro da cultura dos memes, que viralizaram sobre suas histórias e personalidade. Apesar de encarar com humor, ele reforça a importância do respeito ao seu trabalho e à sua trajetória. “Não entrei na onda do meme, fui colocado nisso e tive que me defender”, comenta. O cantor revela que seus filhos também sofrem com a descredibilização causada pelas brincadeiras na internet.
Outro ponto que o incomoda é o reconhecimento tardio – ou a ausência dele – em grandes festivais nacionais. “Eu venho antes da Anitta, os números e as conquistas comprovam isso. Mesmo no meu auge, nunca fui cogitado para eventos como Rock in Rio ou Lollapalooza, enquanto outros artistas do funk pop ganham espaço”, desabafa. Naldo reforça que seu legado pavimentou o caminho para muitos artistas que hoje brilham no cenário nacional e internacional.
Raízes, família e amor pela música
Hoje, Naldo divide sua vida entre Rio de Janeiro e São Paulo, onde mora há quinze anos e conta com o apoio da família da esposa. Pai desde os 17 anos, ele mantém a música como seu combustível e forma de expressão. Com uma agenda ativa e lançamentos frequentes, o artista continua mostrando que sua voz e seu ritmo têm lugar garantido na cena musical brasileira.
Com uma carreira que atravessa gerações e estilos, Naldo Benny é um exemplo de resistência, talento e inovação dentro do funk pop. Sua história inspira não apenas pela música, mas também pela coragem de transformar dor em arte e de lutar por espaço em um mercado muitas vezes desigual.
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