Equipe espanhola brilha em Singapura com alta costura e coreografias que homenageiam ícones LGBTQIA+ da música
Em Singapura, a equipe espanhola de natação artística conquistou um feito histórico ao garantir nove medalhas nos Mundiais, incluindo três ouros, duas pratas e quatro bronzes. Mais do que técnica e talento, a vitória também foi um espetáculo de moda e música, elementos que encantaram o público e celebraram a diversidade tão presente na comunidade LGBTQIA+.
Alta costura que brilha sob a água
A estilista Mercedes Cerdán, responsável pelos trajes da seleção desde 2016, revelou que a criação dos maiôs é um processo colaborativo, onde música e tema da coreografia guiam o design. “Quando as nadadoras se sentem lindas e confiantes, seu desempenho é ainda melhor”, conta Mercedes, que aposta em uma alta costura pensada para ser admirada de perto e que resiste ao uso intenso.
Inspirados em ícones como Celine Dion, Lady Gaga e Backstreet Boys, os trajes misturam elegância e ousadia. Para o solo livre de Iris Tió, medalhista de ouro, o maiô refletiu a delicadeza e sofisticação da canção “Himno al amor”, eternizada por Edith Piaf e celebrada na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris. A peça, com detalhes como a flor no cabelo que também aparece no traje, é um exemplo da fusão entre moda e arte performática.
Restrições e criatividade na competição
Apesar da liberdade criativa, os trajes devem obedecer regras específicas da competição, como o corte da perna para evidenciar os movimentos e a proibição – até recentemente – de mostrar o umbigo a não ser através de tule transparente. “Sabemos o que valorizar: a parte das costas, por exemplo, é muito trabalhada e deve ficar atraente, mas sem perder o conforto”, explica Mercedes.
A atenção aos detalhes é tamanha que as pedras maiores são costuradas manualmente para garantir durabilidade e brilho à prova d’água. O time de rotina técnica por equipes, que conquistou bronze, usou maiôs pretos com cristais que remetem a uma jaqueta estilizada, homenageando os Backstreet Boys.
Celebrando a diversidade e a expressão artística
Para a rotina de acrobacias, com coreografia ao som de “Abracadabra” de Lady Gaga, o time usou maiôs com cerca de dois metros de tule, criando drapeados que giram com o movimento, adicionando peso e beleza ao exercício. Essa coreografia contou ainda com trajes brancos, todos diferentes e com um toque sexy, reforçando a união entre performance, moda e expressividade.
Essa harmonia entre esporte, moda e música torna a natação artística uma manifestação cultural rica, que dialoga diretamente com a comunidade LGBTQIA+, celebrando a diversidade, a criatividade e a potência da autoexpressão. A Espanha mostra que é possível brilhar na competição e na passarela, quebrando padrões e inspirando gerações.
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