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negócios — por que formalizar virou tendência

negócios — por que formalizar virou tendência

Tema ganhou força com a Semana do MEI 2026 e histórias de expansão no Brasil. Veja como a formalização muda renda e mercado.

O interesse por negócios cresceu no Brasil nesta semana em meio à aproximação da Semana do MEI 2026, promovida entre 25 e 29 de maio em todo o país, e à circulação de histórias de empreendedores que saíram da informalidade para ampliar renda e clientela. O tema voltou ao radar porque a formalização, especialmente via MEI, aparece cada vez mais como porta de entrada para quem quer crescer com mais segurança.

Segundo dados citados pelo Sebrae, o Brasil formalizou quase 1,6 milhão de empresas no primeiro trimestre de 2026. Desse total, mais de 1,2 milhão, ou 76,4%, foram registros de Microempreendedores Individuais. O movimento ajuda a explicar por que a busca por informações sobre abrir CNPJ, emitir nota e profissionalizar pequenos negócios disparou nos últimos dias.

Por que o tema negócios está em alta agora?

Há um fator bem claro por trás da alta: a Semana do MEI 2026 concentra palestras, cursos e atendimento para quem já empreende ou quer começar. Antes mesmo do evento principal, o Sebrae já vinha promovendo uma espécie de aquecimento com encontros on-line e conteúdos voltados à formalização, inovação, marketing, vendas e organização financeira.

Além do calendário, pesa também o contexto econômico e social. Empreender deixou de ser visto apenas como saída para o desemprego e passou a ser, para muita gente, um projeto de vida. O relatório Empreendedorismo no Brasil 2025, do Global Entrepreneurship Monitor, citado na reportagem original, aponta que ter o próprio negócio é o segundo maior sonho da população adulta brasileira entre 18 e 64 anos.

Na prática, a formalização muda o tipo de oportunidade que aparece. Foi isso que viveu Raphael da Silva Muniz, de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Ele abriu MEI em 2017 depois de identificar espaço no mercado de lembrancinhas personalizadas. O que começou como renda extra, produzido nos fundos de casa, virou uma operação que atende clientes de todo o Brasil.

Vale a pena formalizar pequenos empreendimentos?

De acordo com o Sebrae, sim — e não só pela burocracia em ordem. Ao abrir CNPJ, Raphael passou a emitir notas fiscais e conquistar clientes maiores. Um dos exemplos citados foi o de uma cervejaria local que saiu de cerca de 20 pedidos pontuais para encomendas de mil caixas personalizadas. Para o empreendedor, esse salto ajudou a mostrar que o negócio já não era apenas um complemento de renda.

Os números reforçam essa diferença. Dados do Data Sebrae referentes ao quarto trimestre de 2024 mostram que donos de negócios formais recebem, em média, R$ 6.117 por mês. Entre trabalhadores informais, o rendimento médio informado foi de R$ 2.115.

Outro ponto importante é a proteção social. Segundo analistas do Sebrae ouvidos no conteúdo-base, o pagamento mensal do MEI garante regularização jurídica, simplificação tributária, redução de impostos em comparação com outros regimes e acesso à cobertura previdenciária. Isso inclui situações como auxílio-doença e, para mulheres, licença-maternidade.

Um caso citado pelo Sebrae ilustra bem: um pintor que sofreu acidente de moto e ficou cerca de cinco meses sem trabalhar conseguiu acionar o INSS e receber um salário-mínimo durante o período de recuperação porque era formalizado como MEI.

Como a formalização ajuda a crescer e alcançar novos mercados?

No caso de Raphael e da esposa e sócia Vitória Bernardo e Souza, a formalização foi só o começo. Em 2023, o casal levou seus produtos para marketplaces, e o faturamento da fábrica se multiplicou por dez. O crescimento exigiu reestruturação rápida: a equipe passou de três para quase 30 funcionários, e a operação saiu de um espaço de 35 m² para um galpão de 100 m².

No ano seguinte, a empresa migrou para o regime de Empresa de Pequeno Porte e passou a operar em uma sede de 1.000 m², com escala industrial. Em 2025, Raphael ainda participou da Missão China, iniciativa do programa ProGlobal com subsídio de 80% do Sebrae, em uma imersão de 15 dias voltada a inovação e indústria. A experiência abriu contato com fornecedores chineses e inspirou novos passos de expansão, incluindo exportações iniciais para Estados Unidos, Suíça e Emirados Árabes Unidos.

O conteúdo também cita outro exemplo: o da Queijo D’Alagoa-MG, de Minas Gerais. O negócio saiu da informalidade, passou por MEI e hoje atua como EPP. A profissionalização ajudou a marca a acumular mais de 80 prêmios nacionais e internacionais, incluindo uma medalha de ouro na França.

O que isso diz para a comunidade LGBTQ+?

Para pessoas LGBTQ+, especialmente quem enfrenta discriminação no mercado formal de trabalho, o empreendedorismo costuma aparecer como caminho de autonomia, sobrevivência e afirmação. Embora a reportagem-base não trate diretamente desse recorte, o debate sobre formalização interessa de forma muito concreta à nossa comunidade: abrir CNPJ, emitir nota, acessar crédito, vender para empresas maiores e disputar contratos públicos pode significar mais independência e menos vulnerabilidade.

Também chama atenção o fato de o governo federal já ter iniciativas como o Contrata+Brasil, citado pelo Sebrae, que permite ao MEI acessar oportunidades para prestar serviços a esferas estaduais e municipais. Para empreendedores LGBTQ+ que muitas vezes constroem negócios em áreas como beleza, design, eventos, moda, alimentação e serviços criativos, esse tipo de porta institucional pode ser decisivo.

Na avaliação da redação do A Capa, a alta de buscas por negócios revela algo maior do que curiosidade momentânea: mostra que milhões de brasileiros querem transformar trabalho precário em projeto sustentável. Quando a formalização vem acompanhada de informação, proteção social e acesso real a mercado, ela pode ser especialmente relevante para grupos historicamente excluídos, incluindo a comunidade LGBTQ+.

Perguntas Frequentes

O que explica a alta de buscas por negócios no Brasil?

Principalmente a Semana do MEI 2026 e a divulgação de dados sobre abertura de empresas e vantagens da formalização para pequenos empreendedores.

Quantas empresas foram formalizadas no primeiro trimestre de 2026?

Segundo o Sebrae, quase 1,6 milhão de empresas foram formalizadas no período, sendo mais de 1,2 milhão de registros como MEI.

Quais são os principais benefícios de se tornar MEI?

Entre os principais estão emissão de nota fiscal, regularização do negócio, tributação simplificada e acesso a benefícios previdenciários, como auxílio-doença.


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