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Ney Matogrosso: “As pessoas são caretas e o país está mais conservador”

Precursor da discussão de gênero na musical nacional, Ney Matogrosso, prestes a completar 76 anos, no próximo dia 1º, será o grande homenageado na quarta-feira, 19, no Teatro Municipal, do Prêmio da Música Brasileira. O cantor será homenageado por nomes como Chico Buarque, Ivete Sangalo, Lenine e Karol Conka, entre outros. Em recente entrevista ao jornal O Globo, Ney falou sobre o atual momento vívido pelo país que enfrenta uma forte onda de conservadorismo, o domínio do Congresso Nacional pela igreja evangélica e sobre a violência no Rio de Janeiro, cidade onde reside e afirmou: “As pessoas são caretas e o país está mais conservador”. “O Rio está entregue à própria sorte. Eu, que nunca tive problema de andar no Rio, já penso duas vezes antes de sair… (O desgoverno) afeta o emocional das pessoas. Nunca tinha ouvido um grito de “pega ladrão” no Leblon, agora ouço vários da janela do meu quarto. E outro dia teve uma mulher gritando “não vai, que ele (o ladrão) está armado!”. Isso não é agradável de ser ouvido.” Sobre o cenário político, Matogrosso defendeu a liberdade dos artistas em defender um posicionamento, embora ele mesmo não seja adepto de “levantar bandeiras”. Contudo, ele ressalta que “há um retrocesso escandaloso”. “Temos igrejas evangélicas no Congresso quando não se deveria ter, já que pela Constituição o Brasil é um país laico. A igreja evangélica está organizando o carnaval, né? Sinal dos tempos… Além do mais, o Brasil está rachado, as pessoas ficam se envolvendo com mixaria em vez de se colocar maciçamente contra o que acontece. Quando vieram aqueles primeiros protestos em julho de 2013, achei que finalmente o governo seria enquadrado pelo povo. Mas, muito providencialmente para o governo, começou um tal de black bloc que fazia a desordem. Isso tudo foi manipulado para enfraquecer o que havia acontecido, que era poderoso.” Sobre sua homossexualidade, o artista nega que sua orientação sexual o defina: “sou mais do que isso – ou pelo menos pretendo ser mais do que um homossexual”.

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  1. 1-Ele não gosta de rótulos, ok, mas eu pensava que ele era bissexual; 2- Quando morei no Rio, era maravilhoso, agora virou terra de ninguém. Uma lástima! ;3- Na mesma proporção que aumentou o número de “evangelicos” o país piorou, e em todos os aspectos.

  2. Engraçado, Max!! Eu sempre digo que a violência no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, aumenta direta e proporcionalmente ao crescimento das igrejas evangélicas. Ou seja, se realmente dels existisse seria o contrário,né? Tanta gente aí orando… Aff!

  3. O problema Escorpiano nao é “Deus” e sim os tais pastores. P.S.: O que muitos chamam de “Deus”, eu chamo de Forças do bem.

  4. Estão gritando pega-ladrão no Leblon!! Desagradável, não?? Pelo menos não estão gritando, ainda, pega-homicida de bala perdida, coisa diariamente ouvida nos bairros pobres do Rio. A elite brasileira, mesmo a intelectualizada, não tem a menor noção da gravidade do momento em que vivemos. E, lamentavelmente, só a elite poderia mudar o Brasil. Mas será que quer? Em time que está ganhando, não se mexe. Não é isso??

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