A drag queen francesa e apresentadora de Drag Race França fala sobre identidade, resistência e seu novo projeto musical
Nicky Doll, nome artístico de Karl Sanchez, é muito mais do que a drag queen que conquistou corações na França e no mundo. Aos 34 anos, ela se tornou uma voz potente na cena LGBTQIA+, misturando arte, identidade e política em uma trajetória inspiradora. Agora, a apresentadora de Drag Race França mergulha em uma nova aventura: o lançamento do seu primeiro álbum, Apollo • Artemis, uma celebração da dualidade, do empoderamento e da cultura queer.
O poder do drag além das luzes e das paillettes
Para Nicky Doll, o drag não é apenas brilho, glamour e diversão – é um ato político carregado de significado. Em entrevistas recentes, ela destacou a importância de mostrar o drag em sua complexidade, como uma expressão genuína da vivência LGBTQIA+. “É fundamental humanizar a comunidade e não simplesmente suavizar as histórias”, afirma. Seu trabalho na televisão e na música busca justamente isso: representar as múltiplas facetas da diversidade queer, incluindo batalhas pessoais, identidade de gênero e valorização dos corpos.
Uma jornada marcada por coragem e autenticidade
Karl nasceu em Marseille, França, e desde cedo enfrentou desafios por não se encaixar nos padrões tradicionais de gênero. “Eu era sempre ‘demais’ ou ‘nunca suficiente’”, conta. Essas experiências moldaram seu desejo de se expressar e se afirmar. Ao descobrir o drag, encontrou um meio para canalizar sua feminilidade e se libertar das amarras do preconceito. Sua trajetória passou por várias cidades, incluindo San Francisco, Estados Unidos, onde participou da versão original do RuPaul’s Drag Race, projeto que ampliou sua visibilidade e compreensão cultural.
A música como nova forma de expressão
Com o lançamento do álbum Apollo • Artemis, Nicky Doll expande sua arte para além dos palcos e da televisão. O disco dialoga com a estética eurodance e a pop dos anos 2010, inspirado por ícones como Madonna, David Bowie, Lady Gaga e pela mitologia grega – referências que simbolizam luz e sombra, sol e noite, dualidades que permeiam sua identidade e sua música.
O single “How Do I Look” é um destaque, combinando sonoridades disco com uma homenagem ao hino queer “Flawless” do grupo The Ones. As faixas transitam entre o verão vibrante e o lado mais sombrio e introspectivo, refletindo as múltiplas facetas do ser e da arte drag.
Representatividade que transforma
Como apresentadora de Drag Race França, Nicky Doll tem desempenhado um papel crucial na visibilidade LGBTQIA+ na mídia pública francesa. Ela se orgulha de ter mostrado na tela histórias reais e diversas, desde vivências de pessoas trans até debates sobre gordofobia dentro da comunidade. Para ela, o drag é também um espaço de acolhimento, resistência e afirmação de identidade.
“O drag é para mim um escudo e uma arma. É a arte que permite ser múltiplo, vulnerável e poderoso ao mesmo tempo”, declara. Sua mensagem ressoa especialmente para as gerações mais jovens, que veem no drag uma forma de expressar suas verdades e celebrar sua existência.
O futuro de Nicky Doll
Com turnês marcadas por toda a França e até uma apresentação na Accor Arena em Paris, Nicky Doll prepara seu público para uma nova fase. A música, agora, é sua prioridade, com shows solo que prometem ser experiências intensas, onde ela poderá se revelar ainda mais em sua essência.
Ao recontar sua história, Nicky Doll inspira a comunidade LGBTQIA+ a abraçar sua autenticidade, enfrentar preconceitos e transformar suas dores em arte e celebração. Seu percurso mostra que o drag é, acima de tudo, uma revolução pessoal e coletiva – muito além das paillettes.
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