Coletivo LGBTQIA+ denuncia retrocesso e repudia nomeação de vereador com falas racistas e homofóbicas
O Tocantins vive um momento de tensão política e social após a nomeação do vereador Marcos Duarte (PSD) para a Secretaria da Administração do Estado. A indicação feita pelo governador em exercício Laurez Moreira causou forte reação de movimentos sociais, sobretudo do coletivo LGBTQIA+, que apontam grave retrocesso e uma mancha na imagem da gestão.
Marcos Duarte acumula um histórico marcado por declarações racistas e homofóbicas durante seu mandato em Araguaína. Em 2024, por exemplo, ele se referiu a um colega vereador com uma fala que foi considerada injúria racial pelo Ministério Público. Em outro episódio, criticou publicamente a inclusão de diversidade familiar em peças teatrais escolares, acusando a Secretaria de Educação de promover uma ‘apologia à homossexualidade’.
O parlamentar também se posicionou contra a divulgação oficial da união do primeiro casal homoafetivo no Tocantins, o que resultou em ação civil pública por parte do Ministério Público, solicitando retratação e indenização, recusadas por Duarte.
Reação do Coletivo SOMOS
O Coletivo SOMOS, que atua na defesa dos direitos humanos e da diversidade, divulgou uma nota pública repudiando a nomeação. Para o grupo, é inadmissível premiar com cargos públicos figuras públicas que manifestam discursos discriminatórios, o que representa um retrocesso para a política estadual.
O coletivo reforçou que a decisão do governo em nomear um vereador com histórico de intolerância transmite à sociedade uma mensagem preocupante, como se a discriminação pudesse ser legitimada e recompensada com poder.
Além disso, o Coletivo SOMOS destacou que seguirá firme na luta por igualdade, respeito e direitos humanos, atuando como voz da diversidade dentro e fora dos espaços institucionais.
Impacto e o debate sobre representatividade
Essa polêmica acende um alerta sobre a responsabilidade dos governantes em escolher seus representantes, especialmente em cargos que impactam diretamente políticas públicas e a garantia dos direitos da população LGBTQIA+ e de grupos racializados.
Para a comunidade LGBTQIA+ do Tocantins, a nomeação de alguém com histórico homofóbico não só desconsidera as conquistas da luta por respeito e cidadania, como também pode enfraquecer políticas inclusivas e abrir espaço para retrocessos sociais.
O debate sobre representatividade e respeito às diversidades é urgente e merece atenção especial dos poderes públicos, que devem ser espaços de proteção e promoção da igualdade.
Enquanto isso, o Coletivo SOMOS e outras entidades seguem vigilantes, denunciando práticas discriminatórias e cobrando ações que efetivamente combatam o preconceito e promovam uma sociedade plural, justa e acolhedora para todos.