Leonardo se vê perdido após descobrir que Viviane é mulher trans e considera terapia de “cura gay”
No capítulo previsto para ir ao ar em 5 de dezembro, a novela Três Graças, da Globo, traz uma trama intensa e sensível que promete mexer com o público LGBTQIA+. Leonardo, personagem vivido por Pedro Novaes, vive um conflito interno profundo ao descobrir que Viviane (Gabriela Loran), a mulher por quem está apaixonado, é uma mulher trans.
O choque da descoberta e o impacto na sexualidade
“Antes que eu fosse essa mulher que está aqui na sua frente, eu era… alguém a quem você poderia chamar de um rapaz. É isso!”
A reação de Leonardo, porém, é marcada pelo preconceito e pela confusão. Sem conseguir lidar com a revelação, ele manda Viviane embora, gerando uma ruptura dolorosa entre os dois.
Nos dias seguintes, Leonardo se vê tomado por dúvidas sobre sua sexualidade. Ele se questiona se o que sente é válido e chega a cogitar a possibilidade de fazer uma terapia de reversão sexual, popularmente conhecida como “cura gay”, na tentativa de se “curar” do que não compreende em si mesmo.
Terapia de reversão sexual: um debate necessário
Em uma tentativa de entender seus sentimentos, Leonardo volta a procurar Viviane para pedir desculpas, mas acaba expressando seu desejo de buscar ajuda médica para mudar sua orientação. A fala deixa Viviane indignada e a relação entre eles se torna ainda mais tensa.
Essa abordagem da novela traz à tona um tema delicado e urgente: a transfobia internalizada e os perigos da terapia de reversão sexual, prática condenada por diversas organizações de saúde por seu impacto devastador na saúde mental das pessoas LGBTQIA+.
Um espelho para a sociedade e a comunidade LGBTQIA+
A trama de Três Graças não apenas coloca em evidência o preconceito ainda presente na sociedade, mas também humaniza as experiências de pessoas trans e de quem convive com essas questões de identidade e aceitação. Ao mostrar Leonardo em sua luta interna, a novela convida o público a refletir sobre o respeito às identidades e a importância do amor genuíno, livre de julgamentos e preconceitos.
O enredo ressalta que o verdadeiro desafio está em desconstruir estigmas e promover empatia, dando voz e visibilidade a histórias que ainda são silenciadas em muitas casas brasileiras.
Essa narrativa é essencial para a comunidade LGBTQIA+, pois reforça a necessidade de apoio, acolhimento e educação para combater o preconceito e a desinformação. Além disso, traz à tona a urgência de discutir e banir práticas nocivas como a terapia de reversão sexual, que ainda ameaça a saúde e a vida de muitas pessoas.
Três Graças assim se posiciona como uma obra que alia entretenimento e responsabilidade social, fortalecendo a representatividade e o debate sobre diversidade e direitos humanos.
É fundamental que a arte continue sendo um espaço para desconstrução e acolhimento, e que histórias como a de Viviane e Leonardo inspirem diálogo e mudança dentro e fora da comunidade LGBTQIA+. Afinal, cada passo rumo à compreensão e ao respeito é uma vitória para todos nós.
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