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Novelas da Globo avançam em representatividade LGBTQIA+, mas falham nas tramas

Novelas da Globo avançam em representatividade LGBTQIA+, mas falham nas tramas

Personagens LGBTQIA+ ganham espaço nas novelas, mas seguem com histórias apagadas e pouco desenvolvidas

Nos últimos anos, a TV Globo tem investido em representatividade e diversidade, inserindo personagens LGBTQIA+ em suas novelas. Essa inclusão crescente é um passo importante para dar visibilidade e refletir a pluralidade da sociedade brasileira. Porém, apesar do avanço no elenco, o maior desafio que a emissora enfrenta é a construção de tramas consistentes e envolventes para esses personagens, que frequentemente acabam apagados ou com histórias superficiais.

Casais LGBTQIA+ que mereciam mais protagonismo

Um dos exemplos recentes é o casal Tobias (Cleiton Morais) e Lauro (Marcelo Argenta) em Êta Mundo Melhor!. Embora representem um relacionamento gay numa época de muito preconceito, seus conflitos são retratados de forma repetitiva e sem emoção, com poucas cenas que realmente aprofundem o drama vivido por eles. A trama se arrasta, sem progresso ou desenvolvimento, deixando o público sem conexão com o casal.

Em Vale Tudo, as personagens lésbicas Laís (Lorena Lima) e Cecília (Maeve Jinkings) tiveram um começo promissor, sugerindo mais espaço e protagonismo em relação à versão original da novela. Entretanto, acabaram sendo apagadas na narrativa, com poucas aparições e situações que reforçaram estereótipos problemáticos, como o conflito pela guarda da filha, alimentando a ideia equivocada da necessidade de uma figura paterna em famílias formadas por duas mães.

Temas delicados tratados com leviandade

Dona de Mim trouxe o casal Ayla (Bel Lima) e Gisele (Luana Tanaka) para abordar a maternidade em uma união lésbica. Apesar da relevância do tema, a novela optou por um enredo controverso, com uma inseminação ‘informal’ por doador encontrado na internet, e os conflitos que surgem com a presença do doador na vida do casal. Essa abordagem suscitou críticas por tratar um assunto sério de forma superficial e irreal, numa tentativa de criar tensão dramática que não reflete a complexidade dessas situações na vida real.

A importância da qualidade nas histórias LGBTQIA+

Embora a inclusão de personagens LGBTQIA+ nas novelas seja fundamental para ampliar a representatividade, apenas estar presente não basta. É imprescindível que esses personagens tenham roteiros bem construídos, que explorem suas vivências e dilemas com profundidade e respeito, para que possam inspirar, emocionar e dialogar com a comunidade LGBTQIA+ e o público em geral.

Felizmente, há exemplos recentes que demonstram essa sensibilidade, como a descoberta da homossexualidade de Guto (Pedro Goifman) em Garota do Momento (2024) e o romance entre Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em Vai na Fé (2023), que conseguiram desenvolver bem seus personagens e relações.

O que fica claro é que a representatividade nas novelas precisa caminhar lado a lado com a qualidade das tramas LGBTQIA+. Somente assim será possível transformar personagens em figuras inspiradoras, que vão além do estereótipo e do apagamento, fortalecendo a presença e a voz da comunidade nas principais narrativas da televisão brasileira.

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