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OMS retirou homossexualidade da lista de doenças há 35 anos

OMS retirou homossexualidade da lista de doenças há 35 anos

Decisão histórica da OMS em 1990 marcou vitória do ativismo LGBTQIA+ contra a patologização

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tomou uma decisão que reverberou profundamente na luta pelos direitos LGBTQIA+: a homossexualidade foi oficialmente retirada da Classificação Internacional de Doenças (CID). Até então, a orientação sexual era considerada uma doença, um estigma que alimentava preconceitos, discriminações e tratamentos cruéis. A data, 35 anos depois, segue sendo celebrada como um símbolo poderoso de resistência, representatividade e avanços na saúde mental e direitos humanos da comunidade LGBTQIA+.

Um marco contra a patologização

Desde o século XIX, a homossexualidade foi sistematicamente enquadrada como um transtorno mental. Em 1869, o termo “homossexualismo” apareceu pela primeira vez em tratados de psicopatologia sexual. Nas décadas seguintes, manicômios e hospitais psiquiátricos se tornaram espaços de tortura para pessoas LGBTQIA+, onde práticas cruéis como eletrochoque, lobotomia e outras terapias de “reorientação sexual” eram impostas.

Foi só na década de 1970 que o ativismo LGBTQIA+ conseguiu os primeiros avanços. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do seu Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). No Brasil, essa despatologização ocorreu em 1985, após mobilização do Grupo Gay da Bahia e apoio de figuras políticas importantes.

Por fim, a decisão da OMS, tomada em sua 43ª assembleia mundial em 1990, removeu a homossexualidade do CID, um marco internacional que reforçou o movimento global pela saúde e direitos LGBTQIA+.

Impactos para a comunidade LGBTQIA+

Essa mudança foi muito mais do que uma atualização técnica: foi um respiro de dignidade e humanidade para milhões de pessoas. O professor Renan Quinalha, coordenador do Núcleo TransUnifesp, destaca que “uma das primeiras lutas do ativismo organizado LGBTI+ foi combater a patologização, que validava discursos de ódio e exclusão”.

Com a retirada da homossexualidade da lista de doenças, abriram-se caminhos para políticas públicas de saúde mental mais inclusivas e para a construção de ambientes sociais menos hostis. A data passou a ser celebrada como o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, um momento para refletir sobre conquistas e desafios.

Desafios ainda presentes

Apesar dos avanços, o preconceito e a patologização ainda persistem em muitos espaços, especialmente em comunidades terapêuticas ligadas a correntes religiosas que promovem as chamadas “curas gay”. Tais práticas, condenadas por órgãos como o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Psicologia, ainda ameaçam a integridade física e emocional de pessoas LGBTQIA+.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, reforça que “a data é um momento de reflexão e resistência, mas também de celebração das conquistas obtidas por meio da luta de movimentos sociais e ativistas, que, ao longo das décadas, vêm construindo um Brasil mais justo, diverso e plural”.

No entanto, ela alerta que a população LGBTQIA+ ainda enfrenta violações de direitos, discriminação e violência motivada por orientação sexual ou identidade de gênero, evidenciando a necessidade contínua de mobilização, políticas públicas efetivas e acolhimento.

Continuar a luta e celebrar a diversidade

O marco da retirada da homossexualidade da lista de doenças da OMS há 35 anos nos lembra da importância de combater toda forma de LGBTfobia e patologização. É também um convite para celebrar as identidades, o amor e a diversidade que enriquecem nossas sociedades. No caminho da igualdade e do respeito, cada conquista é uma semente para um futuro onde todas as identidades tenham voz, visibilidade e direitos assegurados.

Assim, ao celebrar essa data, o público LGBTQIA+ do acapa.com.br reforça seu compromisso com a luta por dignidade e inclusão, inspirando novas gerações a continuarem construindo um mundo mais amoroso e plural.

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