Conheça a trajetória do produtor que levou o funk carioca para o mundo e celebra suas raízes com orgulho
Tiago da Cal Alves, conhecido como Papatinho, é muito mais que um nome por trás dos beats: ele é o mago carioca que transformou o cenário do funk e do rap no Brasil e ultrapassou fronteiras, conquistando referências internacionais da música. Sua história começa longe dos palcos, em uma infância marcada pela paixão por tecnologia, matemática e a cultura hip-hop das ruas do Rio de Janeiro.
O apelido Papatinho, que nasceu de uma gíria local, foi o primeiro passo para que Tiago encontrasse sua identidade artística dentro da ConeCrewDiretoria, um grupo que, na primeira década dos anos 2000, abalou as estruturas do hip-hop nacional com letras que abordavam temas então tabu e beats inovadores. A combinação do cone sinalizador com o boné de aba reta, símbolos da periferia carioca, ganhou o mundo digital e conquistou uma legião de fãs.
Da ConeCrew ao estrelato internacional
O salto para o sucesso veio com o hit “Chama os Mulekes”, que trouxe um sample icônico de Nina Simone e catapultou Papatinho para a produção musical profissional. A partir daí, o produtor ganhou o reconhecimento de grandes nomes nacionais, como Marcelo D2 e Gabriel o Pensador, e não parou mais.
Com ambição e talento, Papatinho cruzou o Atlântico e chegou aos Estados Unidos, onde trabalhou com gigantes como Dr. Dre, Snoop Dogg e Kanye West, mostrando que a língua não é barreira para a música. Sua voz marcante, uma tag com Snoop Dogg, se tornou símbolo de qualidade e autenticidade nas produções.
Empreendedorismo e conexão com as raízes
Além de produtor, Papatinho é um homem de negócios que comanda sua própria label, a Papatunes, responsável por revelar talentos como Orochi e L7nnon. Ele também resgata e celebra o funk carioca em seu álbum solo “MPC (Música Popular Carioca)”, lançado em maio, que traz uma estética dos anos 1990 e a participação de nomes consagrados da música urbana do Rio.
Para Papatinho, o orgulho de ser cria da periferia é combustível para sua arte e para sua missão de impulsionar novos artistas, mantendo viva a essência da cultura que o formou. Seu show no Rock in Rio, palco Sunset, foi aclamado pela crítica e consolidou sua versatilidade, seja nos bastidores ou na frente do público como DJ.
O legado de um produtor que é referência e inspiração
De um jovem nerd apaixonado por tecnologia a um dos produtores mais influentes do Brasil, Papatinho prova que talento, garra e autenticidade podem abrir portas e ultrapassar fronteiras. Sua trajetória inspira a comunidade LGBTQIA+ e toda cena musical a valorizar suas origens e a lutar por espaço e reconhecimento.
Com sua MPC nas mãos e o olhar firme no futuro, Papatinho segue encantando o mundo com as batidas do funk carioca, provando que a música popular pode ser revolucionária, diversa e cheia de alma.
Que tal um namorado ou um encontro quente?


