Evento na Orla da Atalaia reúne milhares com shows, política e inclusão para a comunidade LGBTQIA+
A 24ª Parada Gay de Sergipe tomou conta da Orla da Atalaia em Aracaju com uma energia vibrante e cheia de significado. Sob o tema “Envelhecer e resistir”, a festa reuniu milhares de pessoas em um dia de muita celebração, cultura e luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+.
Com uma estrutura cuidadosamente montada pela Prefeitura de Aracaju, o evento contou com palco, sonorização, iluminação e trios elétricos que fizeram a animação não ter fim. Um destaque especial foi o camarote acessível, novidade que mostrou o compromisso com a inclusão de todas as pessoas, reafirmando que diversidade deve ser celebrada em todos os espaços. Para completar o clima de acolhimento, os Arcos da Orla foram iluminados com as cores da bandeira LGBTQIAPN+, símbolo de orgulho e luta.
Arte e resistência na mesma batida
A programação musical trouxe nomes que encantaram o público, entre eles a poderosa Karol Conká, que fez um show inesquecível e reforçou o protagonismo de artistas queer na cena nacional. Também houve espaço para talentos locais, que representaram a pluralidade e o talento sergipano.
A deputada estadual Linda Brasil (Psol) desfilou com um look exclusivo para a Parada, destacando sua presença política e o compromisso com a luta LGBTQIA+ no estado.
Um grito por direitos e dignidade
Tatiane Araújo, coordenadora geral da Parada Gay de Sergipe, lembrou que o evento vai muito além da festa. “Transformamos em festa uma reivindicação pública. Ainda precisamos garantir envelhecimento digno, políticas públicas efetivas na educação e saúde que realmente incluam nossa comunidade”, ressaltou.
Para a juventude presente, como Chaihera Matos Santos, de 26 anos, a Parada é um espaço de pertencimento e reconhecimento. “É um momento que nos enche de orgulho e confirma que merecemos amor e respeito”, disse emocionada.
Liberdade, expressão e economia
Entre as vozes que deram vida ao evento, o ator José Aldo de Oliveira destacou a importância da Parada como espaço de liberdade e afirmação. “Aqui reafirmamos nosso direito de existir, ocupar espaços e viver com dignidade”, declarou.
O impacto da Parada Gay 2025 também se estendeu à economia informal, impulsionando a renda de ambulantes que participaram da festa. Tainá Lima, professora de dança e vendedora, celebrou a oportunidade: “Esse é o único dia em que vibramos forte, mostramos nossa importância para Aracaju, outros estados e países. Estou aqui como vendedora, dançarina e parte do corpo coreográfico, vivendo essa energia incrível ao lado da minha companheira Tarimã Rocha”.
A Parada Gay 2025 em Aracaju foi, portanto, um marco de resistência, celebração e união, reafirmando que a luta por direitos e visibilidade continua pulsando forte no coração da comunidade LGBTQIA+ sergipana.
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