Designer premiado traz força e delicadeza para os looks de Elphaba e Glinda na sequência do clássico
Paul Tazewell, o primeiro homem negro a conquistar um Oscar de figurino, retorna com sua genialidade para dar vida aos personagens icônicos de Wicked: For Good, sequência que amplia o universo mágico de Oz com um olhar original e cheio de significados. O designer, que já encantou plateias com seu trabalho no primeiro filme, traz agora uma narrativa visual que mistura força, vulnerabilidade e uma paleta rica que respeita a tradição e abraça a inovação.
Elphaba: a heroína em exílio com um figurino de poder
Elphaba, interpretada por Cynthia Erivo, ressurge vestindo uma silhueta poderosa, com um sobretudo, calças e botas que compõem um uniforme de resistência. A capa que ela usa é uma evolução da que marcou sua fuga no primeiro filme: maior, mais dramática e marcada pelo desgaste da vida na floresta em exílio. O chapéu, agora ampliado e mais próximo do clássico da bruxa má do Oeste, simboliza sua força e identidade enquanto heroína.
Glinda: além do rosa, um visual que traduz transformação e emoção
Para Glinda, interpretada por Ariana Grande, Tazewell rompe com o rosa tradicional para apresentar um vestido em tons lavanda e azul iridescente, uma referência ao figurino do musical da Broadway, que sinaliza sua evolução. O ápice da transformação é o vestido-bolha, símbolo do momento em que ela assume seu poder para liderar Munchkinland. Ainda, para o casamento com Fiyero, o figurino ganha uma delicadeza especial, com ombros e braços à mostra, transmitindo vulnerabilidade e emoção, em uma criação feita em colaboração com a própria atriz.
Fiyero: do uniforme de hussar ao feitiço do espantalho
O visual de Fiyero, interpretado por Jonathan Bailey, transita entre o rigor do uniforme inspirado nos hussardos húngaros dos séculos XV e XVI, com bordados dourados, até a transformação em espantalho. O figurino se modifica para refletir o feitiço, com tecidos rústicos e detalhes que simulam palha, reforçando a narrativa do personagem em sua jornada.
Um mundo de Oz reinventado e cheio de alma
O trabalho de Paul Tazewell em Wicked: For Good vai além da estética: é uma construção cuidadosa de personagens, emoções e histórias através dos figurinos. Cada peça, cada detalhe carrega um significado que aprofunda a imersão do público em um universo conhecido, mas agora revelado sob uma nova luz, original e emocionante.
Para a comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes encontra no universo pop e na fantasia um espaço de expressão e identidade, a reinvenção dos figurinos de Wicked traz um convite poderoso para celebrar a autenticidade, o empoderamento e a transformação pessoal. É um lembrete de que, assim como Elphaba e Glinda, podemos construir nossas próprias narrativas, revestidas de força, beleza e magia.
O figurino, nesse contexto, funciona como uma extensão da identidade, um manifesto visual que fala diretamente ao coração de quem busca se ver representado em histórias que desafiam padrões e abraçam a diversidade. Paul Tazewell, com sua sensibilidade e talento, contribui para ampliar esse diálogo, fortalecendo a presença queer nas telas e no imaginário coletivo.
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