Busca por peixe cresce com a Semana Santa, e a Vigilância Sanitária faz alertas sobre bacalhau, conservação e rotulagem. Entenda.
O termo peixe entrou em alta nas buscas do Brasil nesta quinta-feira (2), às vésperas da Semana Santa, período em que cresce a procura por pescados em feiras, mercados e peixarias de todo o país. No Rio de Janeiro, o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa-Rio) divulgou orientações para ajudar consumidoras e consumidores a identificar a qualidade do bacalhau e do peixe fresco na hora da compra.
O interesse não surpreende: nesta época do ano, o consumo de pescado costuma aumentar por tradição religiosa, hábito familiar e pela presença do bacalhau em almoços e encontros. Por isso, além de preço e promoção, a principal recomendação é observar sinais visíveis de conservação inadequada e checar se o produto está sendo vendido com a classificação correta.
Como saber se o bacalhau está próprio para consumo?
Segundo o Ivisa-Rio, um dos primeiros cuidados é olhar atentamente a superfície do produto. Manchas avermelhadas ou pontos pretos podem indicar a presença de bactérias e/ou fungos, o que acende um alerta importante sobre a qualidade do pescado salgado.
Outro ponto destacado pela Vigilância Sanitária é o tipo de sal usado na conservação. De acordo com o órgão, o sal deve ser grosso, já que o sal fino é proibido nesse processo. A orientação vale especialmente para quem compra bacalhau a granel, muito comum em mercados e estabelecimentos tradicionais nesta época.
Também é importante prestar atenção ao nome do produto. Nem todo peixe vendido popularmente como bacalhau é, de fato, bacalhau legítimo. Conforme a orientação divulgada, apenas as espécies Gadus morhua, conhecida no Brasil como Porto ou Porto Morhua, e Gadus macrocephalus, normalmente chamada de Portinho ou Codinho, entram nessa classificação.
A presidente da Vigilância Sanitária Municipal, Aline Borges, explicou que espécies como Saithe, Ling e Zarbo são frequentemente comercializadas como bacalhau e bastante consumidas no Brasil, mas não se enquadram nessa categoria. Nesses casos, a venda correta deve ser como pescado salgado ou salgado e seco. Em outras palavras: o consumidor tem o direito de saber exatamente o que está levando para casa.
O que observar ao comprar peixe fresco?
Para quem prefere peixe fresco em vez do bacalhau, os cuidados mudam um pouco, mas continuam simples e práticos. A Vigilância Sanitária recomenda verificar a aparência e a textura do produto antes da compra.
Entre os sinais positivos estão guelras avermelhadas, olhos ocupando toda a órbita e escamas com aderência firme. Esses elementos ajudam a indicar que o pescado está em melhores condições de consumo.
Já o ventre merece atenção especial. Segundo Aline Borges, o consumidor só deve comprar peixes com o ventre íntegro. Quando essa parte se rompe, isso pode sinalizar estágio avançado de alteração do alimento. A orientação técnica também inclui um cuidado doméstico importante: para aumentar a validade durante o armazenamento, o ideal é retirar as vísceras antes de guardar.
Por que o tema peixe disparou nas buscas agora?
A alta de peixe no Google Trends Brasil está diretamente ligada à proximidade da Semana Santa, quando a procura por bacalhau e outros pescados cresce de forma expressiva. As notícias do dia reforçam esse movimento ao mostrar tanto o alerta sanitário sobre qualidade quanto a expectativa de aumento nas vendas em cidades como Niterói.
Na prática, o consumidor brasileiro está pesquisando ao mesmo tempo preço, qualidade e autenticidade. Isso faz sentido num cenário em que o bacalhau costuma ter valor mais alto e diferentes espécies podem aparecer nas bancas com nomes populares que confundem quem compra.
Para muita gente LGBTQ+ que organiza almoços entre amigos, encontros de família escolhida ou celebrações mais intimistas, essas orientações também fazem diferença no bolso e na saúde. Saber distinguir um produto bem conservado de outro com sinais de deterioração é uma forma de consumo consciente — e de cuidado coletivo, algo muito presente na cultura da comunidade.
Na avaliação da redação do A Capa, o alerta da Vigilância Sanitária chega em boa hora porque une duas questões centrais para o consumidor brasileiro: segurança alimentar e transparência na rotulagem. Em datas de maior demanda, cresce o risco de confusão entre espécies e de compra por impulso. Informação clara, nesse contexto, é uma ferramenta de proteção — especialmente para quem quer manter tradições da Semana Santa sem abrir mão de qualidade e respeito ao próprio orçamento.
Perguntas Frequentes
Como identificar bacalhau estragado?
Manchas avermelhadas e pontos pretos são sinais de alerta, pois podem indicar presença de bactérias e/ou fungos, segundo a Vigilância Sanitária do Rio.
Quais peixes são considerados bacalhau de verdade?
De acordo com o Ivisa-Rio, apenas as espécies Gadus morhua e Gadus macrocephalus são classificadas como bacalhau legítimo.
O que observar ao comprar peixe fresco?
Vale checar guelras avermelhadas, olhos preenchendo a órbita, escamas firmes e ventre íntegro. Se o ventre estiver rompido, o produto pode estar em estágio avançado de alteração.
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