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Pernambuco é o segundo estado com mais assassinatos de pessoas trans em 2025

Dossiê da ANTRA revela 7 mortes de trans e travestis em Pernambuco, sinalizando violência persistente no estado
Pernambuco é o segundo estado com mais assassinatos de pessoas trans em 2025

Dossiê da ANTRA revela 7 mortes de trans e travestis em Pernambuco, sinalizando violência persistente no estado

Em 2025, Pernambuco se destacou de forma dolorosa como o segundo estado brasileiro com o maior número de assassinatos de pessoas trans e travestis. De acordo com o último Dossiê de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras, divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA), sete pessoas trans foram vítimas fatais no estado no ano passado.

Apesar de representar uma redução em relação aos anos anteriores – quando o estado registrou 13 mortes em 2022, 9 em 2023 e 8 em 2024 –, o dado ainda revela um cenário preocupante para a população trans pernambucana. Nos últimos seis anos, Pernambuco contabilizou 83 assassinatos violentos contra pessoas trans, posicionando-se como o sexto estado com maior número de casos no país.

Violência persistente no Nordeste

O levantamento da ANTRA também destaca uma alta significativa dos assassinatos de pessoas trans na região Nordeste, que registrou 349 casos entre 2017 e 2025. Além de Pernambuco, estados como Ceará, Bahia e Paraíba integram o ranking regional de violência contra essa população.

Panorama nacional e invisibilização

No Brasil, o número total de assassinatos de pessoas trans em 2025 foi de 80, o menor desde 2017, quando 179 casos foram registrados. Ainda assim, a ANTRA alerta que essa redução não significa avanços reais na proteção e garantia dos direitos dessa população. Segundo o estudo, a diminuição dos números pode estar relacionada a mecanismos de invisibilização, subnotificação e falta de produção de dados oficiais, fenômenos que perpetuam a violência e a negação da cidadania às pessoas trans.

“A redução métrica aparente não reflete avanços estruturais, proteção do direito à vida ou fortalecimento da cidadania com a garantia de direitos fundamentais, mas evidencia a consolidação de novos mecanismos de invisibilização da violência, acompanhados da manutenção deliberada da não produção de informações e da subnotificação estatística como parte da necropolítica”, destaca a pesquisa.

Um chamado à reflexão e ação

Esses números trazem à tona a urgência de políticas públicas eficazes, acolhimento social e combate ao preconceito estrutural que ainda vitima a população trans no Brasil, sobretudo em Pernambuco. A luta por reconhecimento, segurança e direitos plenos para trans e travestis continua sendo uma batalha diária que precisa do engajamento de toda a sociedade.

Para a comunidade LGBTQIA+, esses dados reforçam a necessidade de fortalecer redes de apoio, ampliar espaços seguros e denunciar as violências de gênero e transfobia que ainda marcam a realidade de muitas pessoas. A visibilidade e a valorização das vidas trans são essenciais para desconstruir o ciclo de violência e promover justiça social.

Em um país onde o preconceito e a violência contra pessoas trans permanecem alarmantes, Pernambuco se torna um espelho do desafio nacional. A esperança está na mobilização coletiva e na construção de uma cultura que respeite e celebre a diversidade, garantindo que cada vida trans seja protegida e valorizada.

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