Estudo mostra desafios atuais e destaque da geração Z feminina na luta por igualdade LGBT+
O caminho rumo à plena aceitação e direitos iguais para a comunidade LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e outras identidades) segue repleto de desafios, como revela a mais recente pesquisa global realizada em 26 países. O levantamento expõe uma queda no apoio a diversas causas LGBT+ desde 2021, mas também evidencia pontos de esperança, especialmente entre a geração Z feminina.
Proteção contra discriminação ainda é consenso, mas apoio diminui
A maioria das pessoas ainda concorda que pessoas LGBT+ devem ser protegidas contra discriminação em ambientes como trabalho e moradia, com cerca de 72% para lésbicas, gays e bissexuais, e 71% para pessoas trans. Porém, o apoio a leis específicas contra essa discriminação caiu para 51%, mostrando uma distância entre o que se pensa e o que se quer em termos de políticas públicas.
Reconhecimento legal e direitos familiares sofrem retrocesso
O reconhecimento de uniões entre pessoas do mesmo sexo ainda conta com um apoio sólido, de 69% em média, mas esse índice caiu 5 pontos percentuais desde 2021. Países como o Peru tiveram queda mais acentuada, enquanto a França viu um aumento no respaldo. A aprovação para que casais do mesmo sexo adotem também diminuiu, chegando a 59% globalmente, com quedas expressivas em países como a Turquia.
O papel da geração Z feminina na luta LGBT+
Entre os grupos demográficos, a geração Z feminina se destaca por um posicionamento mais progressista em relação a direitos e visibilidade LGBT+. Cerca de 58% das jovens mulheres dessa geração apoiam que empresas promovam ativamente a igualdade para pessoas LGBT+, contra apenas 34% dos homens da mesma faixa etária. Além disso, há uma diferença de 24 pontos percentuais no apoio a políticas empresariais que celebrem e apoiem funcionários LGBT+ entre mulheres e homens da geração Z.
Desafios na visibilidade e no apoio corporativo
Embora o ativismo empresarial tenha ganhado força nos últimos anos, a pesquisa indica que o apoio a marcas que promovem direitos LGBT+ caiu para 41%, com 23% dos entrevistados expressando oposição. Este fenômeno, que alguns chamam de ‘wokelash’, é menos intenso do que parece e varia conforme gênero e geração, sendo os homens da geração X os mais resistentes a essas iniciativas.
Questões trans ainda enfrentam resistência
O apoio a direitos específicos da população trans, como o uso de documentos oficiais com opções além de “masculino” e “feminino”, permanece baixo, com apenas 38% dos americanos favoráveis a essa medida. Globalmente, a média é de 46%. Nos Estados Unidos, quase metade da população se opõe a essa flexibilização, refletindo o cenário político recente que tem restringido direitos trans.
A luta continua
Apesar dos retrocessos evidenciados pela pesquisa, a busca por direitos e reconhecimento da comunidade LGBT+ não perdeu força. A queda no apoio em algumas áreas não significa que a causa esteja desacelerando, mas sim que o percurso pela igualdade ainda enfrenta barreiras importantes. A geração Z feminina surge como uma luz no horizonte, mostrando que a mobilização e o engajamento das novas gerações podem ser decisivos para avançar na construção de um mundo mais justo, diverso e acolhedor.