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Petite Rouge: Burlesque empoderado ressignifica Chapeuzinho Vermelho

Company XIV transforma conto clássico em espetáculo sensual e libertador para o público 21+
Petite Rouge: Burlesque empoderado ressignifica Chapeuzinho Vermelho

Company XIV transforma conto clássico em espetáculo sensual e libertador para o público 21+

O conto de Chapeuzinho Vermelho ganha uma releitura ousada e cheia de charme em Petite Rouge, novo espetáculo da trupe de burlesco Company XIV, sediada em Bushwick, Brooklyn, Nova York, Estados Unidos. Sob a criação, direção e coreografia de Austin McCormick, a montagem convida o público adulto (21+) a embarcar numa jornada de autodescoberta e poder feminino, ressignificando o clássico de Charles Perrault com uma linguagem que mistura dança, ópera, acrobacias e burlesco.

Um mergulho no luxo e na sensualidade barroca

O cenário do Théâtre XIV, que abriga o espetáculo até 24 de maio, remete à corte de Luís XIV, com uma atmosfera densa, iluminada por veludos vermelhos, brilhos e um aroma marcante de incenso. A protagonista, Petite Rouge, interpretada com energia e sensualidade por Cara Seymour, é apresentada como uma jovem nobre francesa que recebe um manto vermelho de sua avó, símbolo da tradição e do despertar para um mundo cheio de perigos e prazeres.

Ao longo do espetáculo, somos guiados por vozes divinas – as cantoras Lindsay Rose e Pepper Solana –, e acompanhamos cenas que transitam do encantamento à tensão, com números de dança em ponta, trapézio e performances aéreas que arrebatam a plateia. A cena das Rosas, em especial, é um espetáculo à parte: Syrena canta “Toxic” de Britney Spears enquanto é carregada em uma bandeja, alternando com a ária “Habanera” de Carmen, em uma fusão hipnótica de música, dança do ventre e erotismo.

Empoderamento e autodefesa na floresta das tentações

O encontro com os lobos – personagens interpretados por Shawn Lesniak, Colin Heininger e Tomaslav Nevistic – traz um tom mais sombrio e perigoso, reforçando a tensão sexual e o risco inerente à passagem para a vida adulta. Diferente das versões que apresentam um caçador salvador, Petite Rouge mostra sua heroína assumindo o controle de seu destino, desenhando uma espada e afirmando sua força e autonomia.

Essa abordagem feminista transforma o conto tradicional, que originalmente adverte as mulheres contra a saída de casa, em uma celebração do despertar sexual e da autodefesa, ressoando especialmente com o público LGBTQIA+ que valoriza narrativas de libertação e poder pessoal.

Para quem é Petite Rouge?

  • Quem curte espetáculos que mesclam dança profissional, acrobacias e burlesco encontrará em Petite Rouge uma experiência visual e sensorial inesquecível.
  • O show é perfeito para noites de encontro ou programas com amigas, especialmente para quem aprecia produções que desafiam e reinventam histórias clássicas com um olhar contemporâneo e provocador.
  • Fãs de narrativas feministas e performances que exploram a sexualidade de forma artística vão se apaixonar pelo arco da personagem e pela energia da companhia.

Além disso, o espetáculo oferece uma experiência imersiva com leituras de tarô ou até mesmo leituras de batom antes do início, incrementando a atmosfera mística e sensual da noite. Lembre-se que o show é exclusivo para maiores de 21 anos.

Petite Rouge é um convite para celebrar o corpo, o desejo e a independência, tudo envolto em um cenário de luxo barroco e performances arrebatadoras. A produção da Company XIV reafirma seu lugar como uma das companhias mais inovadoras e provocativas da cena teatral nova-iorquina.

Este espetáculo não é apenas uma peça; é uma experiência transformadora que desafia o espectador a repensar histórias antigas sob a luz da liberdade e do empoderamento.

Para a comunidade LGBTQIA+, Petite Rouge oferece uma narrativa onde a vulnerabilidade se converte em força, o corpo é palco de expressão e o desejo é celebrado sem culpa. Em tempos onde a representatividade e a diversidade são essenciais, esse espetáculo é um lembrete potente de que a arte pode ser um espaço seguro para explorar identidades, quebrar tabus e afirmar o poder de ser quem se é.

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