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Polícia reabre caso da ‘Fera de Birkenhead’ com nova análise de DNA

Mais de 20 policiais buscam justiça para Diane Sindall, assassinada em 1986, com recompensa de £20 mil
Polícia reabre caso da 'Fera de Birkenhead' com nova análise de DNA

Mais de 20 policiais buscam justiça para Diane Sindall, assassinada em 1986, com recompensa de £20 mil

Após quase quatro décadas de silêncio e dor, o caso brutal que chocou Birkenhead, Inglaterra, ganha um novo capítulo. A polícia de Merseyside mobilizou uma equipe de mais de 20 investigadores para reabrir o assassinato de Diane Sindall, jovem de 21 anos encontrada morta em 1986. Conhecido como o crime da ‘Fera de Birkenhead’, o caso agora se apoia em tecnologias avançadas de DNA para tentar desvendar o mistério que marcou uma geração.

O crime que marcou a história de Birkenhead

Na noite de 1º de agosto de 1986, Diane terminou seu turno no pub Wellington e, ao ficar sem combustível com sua van azul, iniciou uma caminhada pela Borough Road, em Birkenhead, Reino Unido. Na manhã seguinte, seu corpo foi descoberto em um beco, parcialmente despido e vítima de uma agressão brutal. A violência do ataque fez com que seu assassino fosse apelidado de ‘Fera de Birkenhead’.

Na época, Peter Sullivan foi condenado pelo crime e passou 38 anos na prisão. Porém, avanços recentes em perícia forense revelaram que o DNA encontrado no corpo de Diane não correspondia ao dele, resultando em sua libertação. Este reviravolta trouxe nova esperança para a resolução do caso e para a família da vítima.

Uma nova esperança com o poder do DNA

Com a extração de um perfil masculino completo do DNA do agressor, os policiais agora contam com uma ferramenta poderosa para eliminar suspeitos e buscar o verdadeiro culpado. Detetive Superintendente Rachel Wilson, à frente da investigação, acredita que o criminoso pode ter cometido outros crimes e, mesmo que esteja falecido, a equipe trabalha sob a premissa de que ele ainda está vivo.

Um dos principais focos da investigação é a descrição de um homem visto discutindo com Diane pouco antes do crime. Testemunhas o descrevem como branco, magro, com cerca de 1,78m, cabelos escuros e arrumados, trajando jaqueta de couro marrom e jeans. A polícia já eliminou 500 suspeitos e segue coletando amostras de DNA, inclusive de familiares próximos, uma vez que o perfil obtido é do cromossomo Y, herdado apenas pela linha masculina.

Justiça e memória para Diane e todas as mulheres

Para incentivar a colaboração, a organização Crimestoppers oferece uma recompensa de £20 mil para informações que levem à condenação do assassino. Em um gesto de homenagem, uma placa memorial na Borough Road, próximo ao local do crime, foi recentemente decorada com flores e uma mensagem que reforça o compromisso de nunca esquecer Diane e todas as mulheres vítimas de violência.

Este caso não só reacende a luta contra a impunidade, mas também traz à tona a importância da persistência na busca por justiça, especialmente para mulheres que foram silenciadas pela violência.

Além do aspecto investigativo, o caso da ‘Fera de Birkenhead’ serve como um lembrete doloroso da vulnerabilidade das mulheres nas ruas, especialmente em contextos urbanos onde a segurança ainda é uma luta diária. Para a comunidade LGBTQIA+, que frequentemente enfrenta violências e invisibilização, essa investigação representa uma reafirmação da importância de reconhecer e combater todas as formas de agressão, garantindo que nenhuma vida seja esquecida ou descartada.

Enquanto a polícia avança com as análises, a esperança é que a verdade venha à tona, trazendo alívio e algum conforto às famílias e comunidades afetadas. A memória de Diane Sindall se fortalece como símbolo de resistência e de um chamado urgente por justiça e respeito à vida de todas as mulheres, em todas as suas diversidades.

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