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Prism, trans não binárie, é a 1ª summa cum laude da BPSU

Com orgulho e coragem, Prism quebra barreiras e inspira a comunidade LGBTQIA+ em Bataan
Prism, trans não binárie, é a 1ª summa cum laude da BPSU

Com orgulho e coragem, Prism quebra barreiras e inspira a comunidade LGBTQIA+ em Bataan

Ronile Victor “Prism” A. Cruz fez história na Bataan Peninsula State University (BPSU) ao se tornar a primeira pessoa summa cum laude e valedictoriana da turma de 2025 da instituição. Com apenas 23 anos, Prism não só conquistou uma das maiores honrarias acadêmicas, mas também se firmou como uma voz potente e cheia de orgulho para a comunidade LGBTQIA+.

Trans e não binárie, Prism compartilhou que sua identidade é sua maior força, contrariando o que a sociedade muitas vezes impõe como fragilidade. “A queerness que a sociedade me dizia para esconder não é minha fraqueza. É a minha força”, afirma Prism, que conquistou esse título histórico em uma universidade estabelecida em 2007.

Superando obstáculos com orgulho

Crescer sem representatividade LGBTQIA+ fez com que Prism se sentisse, em algum momento, “defeituose”. O despertar para a cultura queer, descoberto pela internet, foi como aprender uma nova língua — um caminho para aceitação, autovalorização e, claro, excelência acadêmica.

Mas a jornada não foi fácil. Prism enfrentou olhares desconfortáveis e julgamentos, momentos que poderiam abalar sua confiança. Ainda assim, eles se mantiveram firmes, lembrando da criança que sempre quis ser livre, coloride e visível. “Houve momentos em que quis desaparecer, mas não podia desistir daquele eu pequeno que só queria ser visto”, contou.

Além das fronteiras: experiência internacional e ativismo

Durante um intercâmbio na Coreia do Sul, Prism percebeu as diferenças culturais e a força dos conservadorismos, o que só aumentou seu desejo de lutar pela visibilidade LGBTQIA+. Essa vivência reforçou sua missão de usar sua voz para ampliar a representatividade e inspirar outras pessoas.

Na cerimônia de formatura, seu discurso valedictório não foi apenas um relato pessoal, mas um manifesto coletivo. “Minha fala foi inspirada na queerness, nas lutas e nas conquistas da minha comunidade. Foi a oportunidade de erguer nossa bandeira ainda mais alto e alto”, declarou Prism.

Inspiração que viralizou e futuro promissor

O impacto da trajetória e das palavras de Prism ultrapassou os limites do auditório. Vídeos compartilhados nas redes sociais viralizaram, transformando sua conquista acadêmica em um movimento digital de orgulho e encorajamento para estudantes queer por todo o país.

Com formação em Comunicação e Novas Mídias, Prism planeja seguir carreira como diretore criative, utilizando as redes sociais para fortalecer a causa LGBTQIA+ e criar espaços onde vozes diversas possam ser celebradas e ouvidas.

“Quero deixar um legado de coragem, autenticidade e inclusão. Que estudantes, especialmente queer, saibam que suas vozes importam e que têm direito de ocupar seu espaço com orgulho”, conclui Prism, enviando uma mensagem poderosa para toda a comunidade: “Nunca deixem sua luz apagar. Sua queerness é a sua maior força.”

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