Livro celebra 25 drag queens internacionais em imagens que revelam luta e orgulho queer
Em um cenário onde brilho e coragem se encontram, o livro Queens, l’art du drag dans le monde surge como um tributo colorido e pulsante à cultura drag mundial. Assinado pela jornalista Elodie Petit e pela drag queen Hugo Bardin, conhecida como Paloma, a obra apresenta retratos de 25 figuras internacionais que, com suas performances e estilos, não apenas encantam, mas também resistem a contextos de forte opressão e discriminação.
O que parece uma celebração exuberante da arte drag, com suas paillettes e sorrisos radiantes, revela-se também uma denúncia sutil e poderosa das realidades cruéis enfrentadas por essas artistas. Como dizem as autoras no prefácio, em muitos países “é simplesmente impossível para uma queen afirmar sua existência”.
Drag como resistência em cada continente
A americana RuPaul, ícone global e rosto conhecido graças ao sucesso do programa RuPaul’s Drag Race, abre o livro contando sua trajetória de luta contra o racismo, a homofobia e o preconceito dentro do meio artístico. Seus relatos ecoam a dura realidade de muitas queens que enfrentam não só o julgamento social, mas também a exclusão por sua identidade queer e cor de pele.
Na China, Luer Mizrahi e suas irmãs drag enfrentam a censura do governo, que recentemente baniu homens “efeminados” das telas de TV. Já na Índia, Maya the drag queen compartilha sua vivência em um país onde a homossexualidade foi só recentemente descriminalizada e ainda carrega estigmas fortes. A situação na Rússia é ainda mais alarmante: o país declarou o movimento LGBT como extremista, tornando a expressão queer ilegal e perigosa.
Um olhar artístico e político
Mais do que um livro de fotografia, Queens, l’art du drag dans le monde é um registro histórico e um manifesto. As imagens capturam a força, a beleza e a diversidade das drag queens, enquanto os relatos expõem a realidade de quem luta para existir em sociedades que negam sua humanidade.
Essa obra é um convite para enxergar o drag para além do espetáculo, reconhecendo-o como uma poderosa ferramenta de afirmação identitária, resistência política e celebração da diversidade.
Ao trazer essas histórias para o centro do debate, o livro fortalece a visibilidade queer e inspira a comunidade LGBTQIA+ a seguir lutando por seus direitos e por um mundo onde todas as identidades possam brilhar sem medo.
Em tempos de retrocessos e censuras, a arte do drag reafirma seu papel essencial: ser palco e voz para quem não pode se calar. Essa obra é um lembrete de que, mesmo diante da adversidade, o brilho das queens continua iluminando o caminho da liberdade e do amor-próprio.
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