Áudio vazado revela falas preconceituosas da equipe, e emissora age com demissão imediata
A Record TV tomou uma atitude firme e necessária diante do vazamento de um áudio polêmico durante a transmissão do reality A Fazenda 17. Um funcionário da equipe foi demitido após ter sido identificado como autor de comentários homofóbicos proferidos ao vivo, enquanto ocorria uma briga entre os participantes Creo Kellab e Fabiano Moraes.
Nas gravações compartilhadas nas redes sociais, é possível ouvir frases ofensivas como “arrebenta ele, irmão! Ah, que bichona!” e “o Creo se f*deu! Ah, Creo, faz isso não! E foi ao vivo!”. Tais falas causaram grande repercussão negativa, especialmente por serem captadas durante a transmissão oficial do reality, evidenciando um grave problema de preconceito dentro da própria produção.
Repercussão e resposta da emissora
Imediatamente após a divulgação do áudio, a Record confirmou que os comentários foram feitos por um câmera que estava no estúdio no momento da confusão. Demonstrando compromisso com o respeito e a diversidade, a emissora desligou o profissional do seu quadro de colaboradores, repudiando qualquer tipo de discriminação.
Este episódio também ocorreu em meio à expulsão de Creo Kellab do programa, após uma agressão contra Fabiano Moraes, o que tornou o momento ainda mais tenso e delicado para o público e os participantes.
O impacto para a comunidade LGBTQIA+
Infelizmente, comentários homofóbicos como esses reforçam estigmas e perpetuam o preconceito que a comunidade LGBTQIA+ enfrenta diariamente, inclusive em ambientes de entretenimento que deveriam prezar pela diversidade e inclusão. A rápida resposta da Record em demitir o funcionário é um passo importante para combater essa cultura nociva, mas também evidencia a necessidade contínua de treinamentos e conscientização dentro das equipes de produção.
Para o público LGBTQIA+ que acompanha o reality, esse episódio serve como um alerta para a importância de manter o olhar crítico e exigir respeito em todos os espaços, especialmente na mídia, que tem um papel fundamental na construção de narrativas inclusivas.
Mais do que punir, é essencial educar e transformar ambientes para que episódios como esse não se repitam. A representatividade e o respeito à diversidade são pilares que fortalecem não apenas a comunidade LGBTQIA+, mas toda a sociedade, construindo um futuro mais justo e acolhedor.