Autor paranaense emociona Paraty com crônicas que desafiam normas e afirmam identidades não-binárias
Na vibrante atmosfera da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2025, o paranaense Regis Moreira brilhou ao compartilhar sua trajetória marcada pela escrita como ato de resistência. Jornalista, professor e escritor, Regis, que tem suas raízes em Londrina, trouxe à Flip a obra “Fabulações Queer – Crônicas para um mundo possível”, livro que nasceu em meio à pandemia e que foi lançado oficialmente durante o evento na Casa Guetto.
Uma voz que rompe barreiras e celebra o desencaixe
Regis não se encaixa nos padrões tradicionais e essa sensação de deslocamento é o motor da sua escrita. Em suas palavras, ele não se vê apenas como gay, mas sim como alguém cuja corporalidade desafia classificações fixas. Essa percepção é a essência do queer para ele: não uma identidade única, mas uma forma de existir no mundo, fora das normas preestabelecidas.
O livro, que reúne 22 crônicas, é uma espécie de manifesto íntimo e político, escrito em um período de isolamento, quando Regis refletia sobre suas vivências e os estudos em teoria queer. Ele explica que a fragilidade atribuída às pessoas queer é, na verdade, a maior força que se pode ter, e é a partir dessa força que sua escrita se firma, convidando outras pessoas que também se sentem “desencaixadas” a se reconhecerem, resistirem e celebrarem suas singularidades.
Escrita como cartografia afetiva e resistência
Com um estilo autobiográfico e autoficcional, Regis utiliza a escrita para mapear as emoções e experiências que atravessam sua existência. Para ele, a palavra é instrumento essencial de resistência e transformação social. Sua participação na Flip representa não só a realização de um sonho pessoal, mas também um momento de renovação e fortalecimento da esperança na humanidade através da literatura e do encontro com outras vozes.
Presença plural na Flip 2025
Além da sessão de autógrafos de “Fabulações Queer”, Regis marcou presença em outras frentes do evento. Ele integra a antologia poética da Casa Guetto com o poema “A Despedida”, participa da coletânea “Terra” com a crônica “O Aniversário da Terra” e foi selecionado para o prêmio Off Flip 2025 com a poesia “Vacas”. Essa multiplicidade de participações reflete sua intensa dedicação à literatura e ao ativismo cultural.
Para Regis, estar na Flip é um reabastecimento de energias e um convite para seguir resistindo e reinventando-se o ano todo. Sua escrita íntima e política desafia o leitor a questionar limites e a encontrar força no que é considerado vulnerabilidade.
Com uma postura firme de estar “na contramão”, Regis Moreira reafirma que o queer é, para ele, uma forma de vida e uma potência de transformação social, reafirmando a importância da literatura LGBTQIA+ no cenário cultural contemporâneo.
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