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Rejeição à nomeação de magistrado com discursos machistas e homofóbicos

Organizações feministas e LGBTQIA+ criticam indicação que ameaça direitos conquistados em Santa Fe
Rejeição à nomeação de magistrado com discursos machistas e homofóbicos

Organizações feministas e LGBTQIA+ criticam indicação que ameaça direitos conquistados em Santa Fe

Um novo capítulo de resistência contra retrocessos nos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+ tomou forma em Santa Fe, Argentina. A Mesa Ni Una Menos Santa Fe, junto à Assembleia Lesbotransfeminista de Rosario, emitiu uma carta aberta aos legisladores provinciais, manifestando forte repúdio à possível nomeação do advogado Marcelo Germán Gelcich para o Poder Judiciário.

Este não é um episódio isolado: em 2017, a pressão social já havia forçado o então governador Miguel Lifschitz a retirar a indicação do mesmo advogado. Agora, a ameaça de sua designação reacende os alertas das organizações feministas e LGBTQIA+ sobre um perfil marcado por posições anti direitos, machistas e homofóbicas.

Um perfil controverso que ameaça direitos humanos

Gelcich é conhecido por discursos que deslegitimam a autonomia das mulheres, qualificando o acesso a anticoncepcionais e à interrupção legal da gravidez como atos “imorais”. Ele chegou a afirmar que “as mulheres se acreditam Deus” e que somente ele teria a decisão sobre a vida, uma visão autoritária e ultraconservadora que ignora os direitos fundamentais.

Além disso, seu posicionamento contra a comunidade LGBTTTIQ é igualmente preocupante. Em diversas ocasiões, considerou os espaços dedicados a essa comunidade como promotores do “consumo de sexo”, uma “falta de pudor” e uma “promoção da sexualidade reduzida ao hedonismo”. Tais declarações são não só ofensivas, mas também ignoram a importância da diversidade e da inclusão.

Contradição com a nova Constituição Provincial

O momento escolhido para a indicação é especialmente delicado. Aprovada recentemente, a nova Constituição Provincial de Santa Fe incorpora expressamente os tratados internacionais de direitos humanos assinados pela Argentina, reforçando o compromisso com a proteção das mulheres e das identidades dissidentes.

Assim, apresentar um candidato que sustenta ideias tão retrógradas e contrárias a esses princípios evidencia uma contradição flagrante e coloca em risco avanços conquistados com muita luta.

Movimento social alerta legisladores

As organizações que assinam a carta aberta reforçam que a escolha de magistrados deve assegurar a garantia dos direitos humanos, especialmente daqueles grupos historicamente vulnerabilizados. “Mais uma vez, o movimento de mulheres chama a atenção dos legisladores para que não designem juízes que não garantam os direitos das mulheres e das identidades dissidentes”, afirmam.

Este episódio em Santa Fe reverbera como um chamado urgente para que a justiça e a política estejam alinhadas com os valores de respeito, diversidade e igualdade, fundamentais para uma sociedade democrática e plural.

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