Fenômeno ligado a ciclone extratropical provocou erosão e alagamentos no litoral catarinense; entenda por que o tema disparou.
A ressaca marítima entrou entre os assuntos em alta no Brasil após o avanço do mar entre os dias 10 e 11 de maio no litoral de Santa Catarina, especialmente em Jaguaruna, no Sul do estado. Segundo a Defesa Civil municipal, a água atingiu vias próximas à Barra do Camacho, abriu passagem entre dunas e deixou rastros de erosão costeira.
Os registros que circularam nas redes sociais nesta semana ajudaram a impulsionar as buscas. Vídeos mostraram áreas alagadas, sujeira espalhada por ruas perto da praia e o mar avançando com força sobre trechos urbanos, o que acendeu o alerta para moradores, pescadores e quem acompanha o impacto dos eventos climáticos extremos no país.
O que aconteceu em Jaguaruna com a agitação do mar?
De acordo com o conteúdo divulgado pelo ND Mais, a forte ressaca foi monitorada pelo coordenador da Proteção e Defesa Civil de Jaguaruna, Adriano Isaias, que percorreu pontos do litoral após o episódio para avaliar os danos. A água invadiu parte da estrada próxima à Barra do Camacho, mas, segundo ele, não houve registro de danos estruturais em casas.
Em vídeos publicados na terça-feira, 12 de maio, Adriano mostrou áreas alagadas perto da barra e reforçou o risco para quem costuma pescar nas pedras. O alerta foi direto: a maré seguia alta e entrando com muita força, exigindo atenção redobrada. Ainda segundo o coordenador, o mar abriu caminhos entre as dunas e levou água para áreas próximas de residências e ruas da região.
A Defesa Civil também relatou danos em algumas passarelas próximas à praia. Apesar do cenário de impacto visual forte, o órgão informou que não foram registradas ocorrências graves relacionadas ao avanço do mar naquele momento.
Por que a ressaca marítima está em alta no Google?
O interesse cresceu porque o fenômeno não ficou restrito a um ponto isolado. Além de Jaguaruna, a agitação marítima também atingiu cidades como Laguna e Garopaba, onde moradores registraram ondas avançando sobre a faixa de areia. Em Laguna, imagens mostraram água chegando a áreas próximas de casas no Farol de Santa Marta.
Outro fator que explica o pico de buscas é a causa meteorológica do evento. Conforme o meteorologista Piter Scheuer, ouvido pela reportagem original, a ressaca foi provocada pela atuação de um ciclone extratropical em alto-mar. Segundo ele, esse tipo de sistema atua com intenso gradiente de temperatura e pressão, o que favorece a formação de ondas muito fortes. Em episódios assim, as ondas podem ultrapassar oito metros em alto-mar.
Antes mesmo da ressaca, a Defesa Civil de Santa Catarina já havia emitido alerta para agitação marítima entre os dias 10 e 11 de maio. O aviso indicava risco alto para pesca, navegação e esportes marítimos, sobretudo no Litoral Sul, com previsão de ondas entre três e quatro metros, além de picos mais elevados em mar aberto.
O que esse tipo de evento revela sobre o litoral brasileiro?
Para além do susto imediato, a ressaca reacende uma discussão que vai muito além do clima do dia: a vulnerabilidade das cidades costeiras brasileiras. Quando o mar avança sobre dunas, ruas e estruturas de acesso, ele expõe como áreas urbanizadas à beira-mar podem sofrer rapidamente com erosão e alagamentos, mesmo sem um desastre de grandes proporções.
Esse debate interessa a toda a população — e também à comunidade LGBTQ+ que ocupa, trabalha e circula por regiões litorâneas em turismo, cultura e lazer. Praias e orlas são espaços de convivência, sociabilidade e liberdade para muita gente LGBT no Brasil. Quando eventos extremos se tornam mais frequentes, o impacto não é só ambiental: ele também atinge o direito à cidade, ao lazer e à segurança em espaços públicos.
Na avaliação da redação do A Capa, a alta de buscas por “ressaca marítima” mostra como eventos climáticos deixaram de ser assunto distante para virar preocupação cotidiana. Quando a Defesa Civil precisa alertar pescadores, monitorar passarelas e acompanhar água invadindo vias urbanas, o tema deixa de ser apenas meteorológico e passa a ser também de planejamento urbano, prevenção e proteção da vida.
Perguntas Frequentes
O que é ressaca marítima?
É um período de forte agitação do mar, com ondas mais intensas e maré elevada, capaz de provocar erosão, alagamentos e risco à navegação.
O que causou a ressaca no litoral de Santa Catarina?
Segundo o meteorologista citado pela reportagem, o fenômeno foi provocado pela atuação de um ciclone extratropical em alto-mar, que gerou ondas muito fortes.
Houve casas atingidas em Jaguaruna?
Segundo a Defesa Civil de Jaguaruna, a água invadiu parte da estrada e áreas próximas, mas não houve registro de danos estruturais em casas.
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