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robô — museu expõe bilionários em cães

robô — museu expõe bilionários em cães

Instalação em Berlim transforma chefões da tecnologia em cachorros-robôs e reacende debate sobre algoritmos e poder. Entenda.

O termo robô ganhou força nas buscas no Brasil nesta terça-feira (29) após repercutir uma instalação em exibição na Neue Nationalgalerie, em Berlim, na Alemanha. A obra mostra cães-robôs com rostos hiper-realistas de nomes como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, circulando pelo museu e “produzindo” imagens impressas como parte de uma crítica ao poder das plataformas digitais.

A instalação se chama Regular Animals e é assinada pelo artista americano Beeple, nome artístico de Mike Winkelmann. Segundo os organizadores, a proposta é comentar como algoritmos, códigos e plataformas tecnológicas passaram a moldar a percepção pública sobre o que vemos, consumimos e até consideramos relevante no dia a dia.

Por que o tema robô está em alta no Brasil?

A alta nas buscas por robô veio da combinação de três fatores: o apelo visual da obra, os rostos conhecidos de bilionários da big tech e o debate cada vez mais presente sobre inteligência artificial e controle de informação. Quando uma instalação junta tecnologia, sátira e figuras como Musk e Zuckerberg, o assunto naturalmente atravessa fronteiras e chega rápido às redes brasileiras.

No trabalho de Beeple, os cães-robôs usam câmeras integradas para registrar o ambiente ao redor. Depois, por meio de IA, essas imagens são transformadas para se parecer com a “visão de mundo” da personalidade representada em cada robô. Ou seja: não se trata apenas de uma provocação estética, mas de uma metáfora sobre como sistemas tecnológicos filtram a realidade.

A exposição também inclui versões robóticas de Kim Jong-un, Pablo Picasso e Andy Warhol. No caso de Picasso, as imagens geradas seguem uma lógica cubista; já o robô inspirado em Warhol produz fotos em estilo pop art. A ironia está justamente em colocar, lado a lado, artistas que influenciaram a cultura visual e figuras de poder que hoje influenciam o que aparece nas telas.

O que a obra quer dizer sobre tecnologia e algoritmos?

De acordo com a organização da mostra, a instalação questiona como as percepções humanas são moldadas por plataformas e sistemas automatizados. Beeple afirma que, em outros tempos, artistas ajudavam a formar a visão de mundo da sociedade; hoje, segundo ele, esse papel foi assumido por bilionários da tecnologia, que decidem o que as pessoas veem — ou deixam de ver — por meio de códigos poderosos.

Esse ponto ajuda a explicar por que a obra chamou tanta atenção. Ao transformar esses empresários em cães-robôs que “defecam” imagens, Beeple usa humor ácido para falar de um assunto sério: a mediação algorítmica da vida. Em tempos de feed personalizado, moderação opaca e recomendações automatizadas, a crítica é menos sobre excentricidade e mais sobre influência concreta.

Da Art Basel a Berlim

Regular Animals foi apresentada originalmente na Art Basel Miami Beach 2025, nos Estados Unidos. Na ocasião, Beeple distribuiu ao público as imagens produzidas pelos robôs com certificados irônicos descrevendo o material como “100% orgânico”. Algumas dessas imagens ainda continham códigos QR que davam acesso a NFTs gratuitos, permitindo ao público monetizar a arte digital oferecida pelo artista.

Beeple já era um nome consolidado no circuito internacional. Em 2021, ele vendeu uma colagem digital por mais de US$ 69 milhões em leilão da Christie’s, num marco para a arte digital com NFT. Segundo a reportagem, o artista ocupa o terceiro lugar entre os artistas vivos mais valorizados em preços de leilão, atrás apenas de David Hockney e Jeff Koons.

Qual é a leitura possível para a comunidade LGBTQ+?

A discussão proposta pela obra conversa diretamente com pautas caras à comunidade LGBTQ+. Plataformas digitais não são neutras: elas interferem em visibilidade, alcance, discurso público e segurança online. Para pessoas LGBT+, isso pesa ainda mais, porque os mesmos algoritmos que ajudam a formar redes de apoio também podem invisibilizar pautas, amplificar desinformação ou reforçar ambientes hostis.

Quando Beeple sugere que bilionários da tecnologia moldam a visão de mundo contemporânea, ele toca num ponto sensível para grupos historicamente marginalizados. Quem controla a circulação de imagens, ideias e narrativas também influencia quem é ouvido, quem é silenciado e quais corpos são tratados como aceitáveis no espaço digital.

Na avaliação da redação do A Capa, a força dessa obra está em traduzir uma crítica complexa em uma imagem impossível de ignorar. Por trás do humor escatológico, há uma pergunta muito atual: quem programa a realidade que consumimos todos os dias? Para a comunidade LGBTQ+, essa discussão não é abstrata — ela passa por moderação de conteúdo, discurso de ódio, representatividade e acesso a informação segura.

Perguntas Frequentes

O que é a instalação Regular Animals?

É uma obra do artista Beeple exibida em Berlim com cães-robôs que têm rostos de figuras públicas e geram imagens por meio de câmeras e inteligência artificial.

Quem aparece nos cães-robôs da exposição?

A instalação inclui versões de Elon Musk, Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Kim Jong-un, Pablo Picasso e Andy Warhol.

Por que a palavra robô está em alta?

Porque a instalação viralizou nas redes e em portais brasileiros ao combinar robótica, IA, arte contemporânea e crítica aos chefões da tecnologia.


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