Cantora compartilha diálogo aberto com filho sobre expressão de gênero e respeito ao corpo
A cantora Romana abriu seu coração ao participar do podcast ‘Voz de Cama’, da Antena 3, abordando a delicada e importante questão da identidade de gênero de seu filho Ian, que tem sete anos. Com muito amor e sensibilidade, a artista falou sobre a liberdade que dá ao filho para se expressar e a sua preocupação em garantir que ele se aceite e respeite seu próprio corpo, independentemente do caminho que escolher.
Liberdade e amor além das normas de gênero
Desde pequeno, Ian demonstrou uma conexão especial com o universo da irmã, gostando de usar roupas e acessórios tradicionalmente femininos, como tutus e disfarces. Romana não impôs limites ou padrões, preferindo que o menino explorasse livremente seus gostos e preferências. “Eu sempre o deixei brincar à vontade porque acho que uma criança não deve ser limitada, não vou impor que ele brinque apenas com bonecas ou apenas com carrinhos. Deixo o Ian brincar e expressar o que quiser”, contou a cantora.
Diálogo aberto sobre identidade e respeito ao corpo
Romana revelou que já conversou com Ian sobre a possibilidade dele querer, no futuro, realizar uma cirurgia para alterar seu sexo biológico. Ela explicou que acompanha de perto os sentimentos do filho e reforça o valor do amor próprio e do respeito ao próprio corpo. “Eu tento transmitir que o que é mais importante e sagrado é respeitar o teu corpo, amar-te tal e qual como és, vestir o que quiseres, pintar os lábios, fazer tranças… O Ian tem o cabelo longo e não quer cortá-lo, usa tranças, rabo de cavalo, coque, e tudo bem”, disse emocionada.
A artista faz questão de estar atenta às emoções do filho e dialogar sobre suas vivências, perguntando sempre como ele se sente em cada etapa da vida.
Referência afetiva e representatividade
Em um momento tocante, Romana compartilhou que se emocionou ao assistir a uma entrevista de Pabllo Vittar, cantor drag queen brasileiro, que falou sobre a importância de ter sido criado para se amar e respeitar como é, sem a necessidade de modificar seu corpo para ser aceito. Inspirada por essa história, Romana mostra que o essencial é o amor incondicional e o apoio contínuo à jornada de autodescoberta de Ian.
Para Romana, a chave está em não rejeitar o filho e estar pronta para acompanhá-lo passo a passo, seja qual for a decisão que ele tomar no futuro. Essa visão acolhedora e envolvente reforça a importância de famílias que celebram a diversidade e fortalecem a autoestima de seus filhos LGBTQIA+ desde a infância.
Romana nos convida a refletir sobre o poder do amor e do respeito na construção de identidades livres e felizes, reafirmando que cada expressão de gênero merece ser valorizada e acolhida.
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