Diana Ossana revela que preconceito LGBTQIA+ impediu filme de ganhar Melhor Filme em 2005
Em uma declaração sincera e contundente, Diana Ossana, roteirista de “O Segredo de Brokeback Mountain”, expôs como a homofobia foi um dos principais fatores que impediram o filme de conquistar o Oscar de Melhor Filme em 2005. Apesar do longa ter sido amplamente reconhecido nas premiações daquele ano, a estatueta acabou ficando com “Crash – No Limite”.
Diana apontou que, até aquele momento, “Brokeback Mountain” vinha ganhando todas as principais premiações, o que reforça sua convicção de que o preconceito foi decisivo para a derrota. “As pessoas querem negar isso, mas o que mais poderia ter sido? Havíamos ganhado tudo até então!”, desabafou em entrevista.
Exclusão dos votantes da Academia
A roteirista lembrou que grandes nomes da Academia, como Ernest Borgnine e Tony Curtis, admitiram publicamente não terem assistido ao filme. “Tenho absoluta certeza de que esse bloco de votantes impediu que o longa ganhasse o Oscar de Melhor Filme”, afirmou.
Diana também contou que durante a festa dos indicados daquele ano, descobriu que nem mesmo Clint Eastwood havia assistido ao filme. “Paul Haggis, diretor de ‘Crash’, me levou até Clint e disse: ‘Diana, tenho que te contar, ele não viu o seu filme’. Foi como se alguém tivesse me dado um chute no estômago. Naquele momento, eu soube que não ganharíamos o Oscar”, relatou.
Representatividade LGBTQIA+ e legado
“O Segredo de Brokeback Mountain” marcou época ao contar a história de amor entre dois caubóis gays, interpretados por Jake Gyllenhaal e o saudoso Heath Ledger, trazendo visibilidade para o amor LGBTQIA+ em um cenário tradicionalmente conservador. Apesar de não ter levado o Oscar principal, o filme segue sendo uma obra emblemática para a comunidade, que enfrenta preconceitos até hoje.
A denúncia da roteirista reforça a importância de reconhecer e combater a homofobia nas premiações e na indústria do entretenimento, valorizando histórias LGBTQIA+ com o respeito e a representatividade que merecem.