Per Gessle supera a perda de Marie Fredriksson e traz nova vocalista para reviver clássicos do Roxette em São Paulo e Rio
O Roxette, um dos maiores ícones do pop sueco, ressurge em 2026 com uma nova formação que já conquistou os corações dos fãs brasileiros, incluindo a comunidade LGBTQIA+. Depois de um hiato de quase uma década marcado pela perda da lendária vocalista Marie Fredriksson, que faleceu em 2019 vítima de um tumor no cérebro, o fundador Per Gessle decidiu reativar a banda com a talentosa Lena Philipsson assumindo os vocais.
O desafio de reviver um legado
Para Per Gessle, a ausência de Marie foi um momento devastador. “Foi devastador para todos nós. Precisei de um tempo para decidir”, compartilhou o músico. A decisão de reviver o Roxette veio da vontade profunda de manter viva a magia das canções que marcaram gerações, como “Listen to Your Heart” e “It Must Have Been Love” – hits que ganharam versões brasileiras em diversos estilos e influenciaram artistas de sertanejo a tecnobrega.
Ao lado de Lena Philipsson, conhecida por sua versatilidade e carisma, Gessle encontrou a parceira ideal para dar continuidade à história do Roxette. Lena dedicou-se intensamente para respeitar a essência das músicas, equilibrando sua identidade artística com a homenagem à voz que marcou a banda. “Eu quero ser eu mesma, mas também interpretar essas canções que, na verdade, não são minhas”, explicou a cantora, que presta emocionadas homenagens a Marie durante os shows.
Uma conexão especial com o Brasil
O Brasil sempre teve um lugar especial no coração do Roxette. Desde a estreia da banda no País nos anos 1990, o público brasileiro se destacou por sua energia e paixão, características que Per Gessle destaca como “sangue quente” em comparação ao público europeu. Essa conexão se fortaleceu com o retorno da banda, que já passou por Rio de Janeiro e São Paulo, onde fãs LGBTQIA+ têm celebrado a volta do duo com entusiasmo e emoção.
O futuro do Roxette e seu impacto cultural
Embora não haja planos imediatos para lançar músicas inéditas, o Roxette segue firme na missão de reviver seus maiores sucessos e levar a experiência ao vivo para o máximo de fãs possível. A escolha de Lena Philipsson para liderar os vocais simboliza uma ponte entre o passado e o presente, mostrando que a música transcende o tempo e as perdas.
Para a comunidade LGBTQIA+, a trajetória do Roxette representa mais do que nostalgia: é um símbolo de resistência, renovação e celebração da diversidade. A coragem de Per Gessle em seguir adiante, mesmo diante da dor, inspira muitos a abraçarem suas próprias jornadas de superação. O reencontro com essas canções icônicas é também uma festa de identidade e pertencimento, onde cada nota reverbera a força de uma comunidade que nunca deixa de celebrar o amor em todas as suas formas.
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