Temporada 18 mostra drag queens maduras e poderosas enfrentando drama e um talent show marcante
A 18ª temporada de RuPaul’s Drag Race segue firme e brilhante, com seu tema “Let There Be Light” trazendo uma vibe mais polida e madura para as 14 competidoras. Nesta quinta edição, a competição ganha ainda mais emoção com um talent show que acontece em um momento diferente da temporada e um jogo de alianças que divide opiniões.
Drama e estratégias: o jogo por trás do brilho
O desafio “Rate-A-Queen” reacende o espírito de jogo e alianças entre as queens, transformando a competição em uma verdadeira batalha de estratégias, quase um reality show dentro do reality. Para muitas, essa dinâmica soa cansativa, com muito falatório e jogadas políticas que desviam o foco do talento. Por outro lado, algumas participantes, como Jane Don’t, preferem se manter à margem, focando em mostrar seu brilho para RuPaul e os jurados, e não para as rivais.
Esse jogo de bastidores revela uma tensão familiar para quem acompanha reality shows, mas nem sempre agrada os fãs que preferem ver as queens focadas em suas performances e criações artísticas. O episódio mostra que, mesmo em uma temporada com competidoras mais experientes, o drama e as alianças continuam sendo parte do espetáculo.
Runway: looks que hipnotizam e dividem
Quando o assunto é moda, Juicy Love Dion se destaca com um visual inspirado em uma “venus flytrap” que mistura elegância e ousadia, conquistando elogios por sua originalidade e presença de palco. Outro destaque vai para Nini Coco, que também impressiona ao transformar tecidos clássicos em algo único e marcante.
Nem todas as queens, porém, tiveram seus looks aprovados. A produção de Darlene, por exemplo, dividiu opiniões e foi considerada pouco impactante, lembrando um vestido de formatura de última hora que não favorece a competidora. A passarela segue sendo um espaço essencial para mostrar identidade e criatividade, e nesta temporada, Juicy Love Dion lidera nesse quesito.
Talento em foco: o desafio que revela personalidades
O talent show, que tradicionalmente abre a temporada, veio nesta edição mais adiante, permitindo que o público já conheça melhor as queens antes de vê-las se apresentarem individualmente. Essa mudança foi bem recebida, pois ajuda a entender as escolhas artísticas e a personalidade de cada uma.
Juicy Love Dion entregou uma performance impressionante, com uma coreografia cheia de energia e técnica que deixou os jurados boquiabertos. Nini Coco também chamou atenção com seu carisma e presença, conquistando olhares e elogios sinceros. Por outro lado, Vita teve uma apresentação menos impactante, com uma música própria que não conseguiu envolver a plateia e até contou com alguns tropeços, mostrando que a evolução é necessária para acompanhar o ritmo da drag contemporânea.
Top e bottom: escolhas que dividem e emocionam
No momento decisivo, Juicy Love Dion e Mia Starr foram as grandes vencedoras, com performances que uniram técnica e carisma, destacando-se tanto no palco quanto na passarela. Juicy, especialmente, surpreendeu com movimentos acrobáticos que desafiaram as leis da gravidade, tudo isso usando saltos altos, um feito admirável.
Entre as queens que ficaram no bottom, Ciara Myst ganhou uma chance de mostrar sua vulnerabilidade, revelando sua luta contra a depressão, o que emocionou muitos espectadores. Apesar do esforço, sua apresentação não convenceu completamente os jurados, assim como Vita, que também poderia ter sido colocada na zona de risco por sua performance apagada e falta de conexão com o público.
Reflexão final
Esta edição de RuPaul’s Drag Race temporada 18 mostra que, além do glamour e da arte, a competição é também um espaço onde as drags precisam equilibrar talento, estratégia e autenticidade. O episódio 5 reforça que a temporada está longe de ser apenas um desfile de moda, mas um palco para histórias de superação, expressão e identidade.
Para a comunidade LGBTQIA+, acompanhar a trajetória dessas queens é mais do que entretenimento: é um convite à celebração da diversidade, da coragem e da força feminina em todas as suas formas. RuPaul’s Drag Race continua sendo um farol que ilumina caminhos e inspira a luta por espaço e reconhecimento.
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