Em um marco alarmante para os direitos LGBTQ+ na Rússia, um tribunal na Sibéria proferiu a primeira sentença de prisão sob a nova lei que proíbe o que o governo chama de “movimento internacional LGBT”. A decisão, que foi amplamente noticiada pelo site de notícias independente Mediazona, ocorreu após a Suprema Corte da Rússia classificar o movimento como uma organização “extremista” em novembro de 2023, o que levou à inclusão de seu nome em listas de organizações terroristas e proibidas no país.
No dia 30 de janeiro de 2025, o Tribunal Distrital de Yaysky, na região de Kemerovo, condenou um indivíduo não identificado por “extremismo LGBT”, impondo uma pena de seis anos em uma prisão de segurança máxima. Esta pessoa já estava cumprindo uma pena de 18 anos por abuso sexual infantil, e a nova condenação foi somada, resultando em uma sentença total de 15 anos.
As autoridades alegaram que, enquanto cumpria sua pena, o residente da cidade de Guryevsk se envolveu em atividades que promoviam a organização extremista, segundo informações da filial regional do Serviço Federal de Segurança (FSB).
Desde a promulgação da lei que proíbe a “propaganda LGBT” para menores em 2013, os direitos da comunidade LGBTQ+ na Rússia têm sofrido um declínio constante. A repressão tem se intensificado, com o governo adotando uma postura cada vez mais hostil contra qualquer forma de expressão ou ativismo que possa ser interpretada como promoção dos direitos LGBTQ+. Este desenvolvimento recente não apenas destaca a crescente criminalização da identidade e dos direitos LGBTQ+ na Rússia, mas também levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar da comunidade em um ambiente cada vez mais opressivo.
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