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Ryker, ativista non-binárie, denuncia aumento do ódio contra LGBTQIA+

Ryker, ativista non-binárie, denuncia aumento do ódio contra LGBTQIA+

No CSD de Duisburg, Ryker relata crescimento da violência e pede mais visibilidade e proteção policial

Durante o Christopher Street Day (CSD) em Duisburg, na Alemanha, Ryker Kleinwegen, pessoa não-binária, compartilhou relatos contundentes sobre o aumento do ódio e da violência direcionados à comunidade LGBTQIA+. Para além da celebração da diversidade e do orgulho, o evento revelou a dura realidade que muitas pessoas queer enfrentam no dia a dia.

Manifestação em defesa da liberdade e contra a violência

Com cerca de mil participantes, o CSD na região evidenciou a importância de lutar por direitos iguais, liberdade e aceitação para todos os gêneros e orientações sexuais. Porém, por trás das cores, músicas e alegria, Ryker e outras pessoas relataram episódios de agressões verbais e físicas que se tornaram mais frequentes e explícitos.

Segundo Ryker, a violência contra pessoas LGBTQIA+ tem aumentado em intensidade e frequência, passando de ofensas para agressões físicas. “As pessoas mostram seu ódio de forma mais aberta. Antes, as ofensas eram mais comuns, hoje a violência acontece com mais rapidez”, explicou.

Contexto preocupante e aumento dos crimes de ódio

Dados oficiais apontam um crescimento expressivo nos crimes motivados por ódio contra a orientação sexual das vítimas, com um aumento de 18% em 2024 na Alemanha, segundo o Bundeskriminalamt. Além disso, especialistas alertam para uma alta subnotificação desses crimes.

Ryker atribui esse cenário ao avanço político de grupos de extrema-direita, que inflamam discursos de ódio e promovem manifestações contrárias à causa LGBTQIA+, incluindo a presença de neonazistas em protestos contra o CSD em anos anteriores.

Experiência de agressões e pedido por mais proteção

Uma pessoa que acompanhava Ryker preferiu não se identificar, mas contou uma situação traumática: um(a) passageiro(a) usando um suéter com o símbolo do arco-íris, icônico para a comunidade LGBTQIA+, foi alvo de agressões verbais e físicas dentro de um transporte público. “Primeiro, a pessoa foi ofendida de forma queerfóbica e depois espancada. Essas situações geram medo”, relatou.

Para combater esse cenário, Ryker reforça a necessidade de ampliar a visibilidade queer na sociedade e fortalecer a atuação policial na proteção contra crimes de ódio. “Só assim podemos conter esse aumento do ódio e garantir segurança para todas as pessoas queer”, concluiu.

O CSD de Duisburg segue sendo um espaço vital para reafirmar direitos, esperança e resistência diante dos desafios que pessoas LGBTQIA+ ainda enfrentam todos os dias.

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